quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Alegria de ter sobrinhos!

Viver como piratas, descobrindo tesouros valiosos, faz parte da recompensa de qualquer titio ou titia que encontra no sorriso de seus sobrinhos riquezas incalculáveis, com dias infinitos de regozijo, que até para alguns papais e mamães se torna complicado compreender. O olhar sincero e a alegria explícita que os pequenos demonstram aos representantes da brincadeira, é concedido pela importantíssima missão de colecionar gargalhadas e realizações i-n-f-i-n-i-t-a-s.
Isso porque todo(a) tio(a) que se preze tem sempre em algum lugar mágico e encantado (que pode ser sua memória, seu colo, seu quarto, seu local de trabalho ou até mesmo seu carro) um acervo de brincadeiras que tornam seu sobrinho(a) o serzinho mais especial e extraordinário do todo o mundo, suscitando em uma admiração declarada e manifestada pelas mais belas demonstrações de amor.
A ternura que advêm dessa relação, se dá pela leveza que esses super heróis, fadas madrinhas, anjos e embaixadores da diversão, recebem no compromisso de cuidar de seus amados sem a mesma responsabilidade atribuída aos pais, tornando possível ajudar a educa-los, em um papel mais confortável, mesmo que às vezes seja necessário uma intervenção mais imaleável.
Ser irresistível é a sua mais valorosa missão, ser paciente a sua incumbência mais sublime e ser amável a sua função mais fascinante nessa doce aventura de ser tio(a).

Aventurem-se!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Somos parte desse mundo?

Quando Jesus aqui esteve, ele nos orientou que amassemos nosso próximo como si mesmo. Entretanto, ao longo da história da humanidade temos assistido a tristes e dolorosos exemplos contrários a esse ensinamento.

A imagem do corpo do menino Sírio Aylan, jogado pelo mar nas areias da praia vem estampar mais uma das muitas “bandeiras do egoísmo” que presenciamos ao longo dos séculos. A desvalorização da vida humana em pleno século XXI tem sido um novo alarme de que o mundo precisa movimentar-se em prol da dor do outro. Façamos a seguinte reflexão: A quantos anos está ocorrendo a guerra na Síria? Durante esse tempo, quantas vezes você se preocupou com a situação das vidas que lá estão? É bem verdade que muitos irão lembrar de notícias que viram nesses últimos anos na mídia, mas nada que pudesse chocar a ponto promover a comoção de "sentir" a dor de um pai sírio. Portanto, infelizmente, podemos crer que essa, dentre outras imagens chocantes, faz parte do processo de aprendizagem referente as questões de caridade, solidariedade, piedade, fraternidade... tão próprias e importantes para o atual cenário mundial.

A Síria, governada por um ditador desde 2000, sofre a 4 anos com essa guerra, período em que a mãe de Aylan nem grávida estava, nos remetendo a crer que essa criança não soube ao certo o significado de paz. Em março desse ano, a imagem de uma criança com os braços levantados para um cinegrafista, acreditando ser a câmera uma arma, também percorreu a mídia, alertando o trauma emocional que as crianças sírias estão submetidas. Um vídeo postado pela ONG britânica Save the Children, também em março desse ano, buscou despertar pessoas para o auxilio as vítimas da guerra, diante de tristes notícias, como o fato de meninas estarem sendo vendidas para homens ricos, em países vizinhos.

Há 2 anos atrás a imagem de cristãos decapitados por não se converterem ao islamismo, incluindo crianças foi noticiada em uma matéria da revista TIME e desde de então inúmeros são os vídeos e documentários disponíveis no YouTube clamando paz a essa parte do mundo.

Nesse sentido a curiosidade a cerca de quem são os espectadores "cristãos" que assistem passivamente a esse barbárie e insensivelmente crítica ações como a do navio da Marinha Brasileira que socorreu 220 vidas humanas cujo o estereótipo de "imigrantes" exclui a condição de famintos, sofridos e desesperados, aterroriza com o pensamento: "pra que ajudar esses imigrantes, se já temos problemas demais em nosso país". Não é de espantar que copiar a frieza das pessoas que se negam a ajudar, reflete a característica do egoísta que age, com a mesma intensidade com que se esquecem ou fingem não ver esses mesmos "problemas demais em nosso país". O egoísmo causador das misérias humanas pode e urge ser extinto com atitudes que possibilitem ajudar quem mais precisa.

Como aprendizes do amor, entende-se que essa discussão faz parte do despertar da humanidade para a prática do bem, promovendo um encorajamento para sair da estagnação moral e buscar meios de acolher o ideal da paz e felicidade almejada. Nesse aspecto, as situações que o mundo tem apresentado, nada mais é do que um convite ao exercício da caridade, estabelecendo condições de pensamentos norteadores das questões morais e sociais, entendendo que sua prática não deve ser confundida com assistencialismo, abstendo-se do cultivo da dor alheia, entregando a si mesmo como principal fonte de compreensão e benevolência.

Partindo dessa ideia de entrega, o doar-se pode variar sob diversos aspectos, sendo possível ajudar os sírios, os africanos, os haitianos, os brasileiros, as crianças, os idosos, os doentes, os vizinhos, os familiares, os colegas do trabalho, os amigos... as vítimas de algo que dói em algum ponto, em algum lugar, encontrando através de um sentimento fraternal expressar que se está no mundo, contrapondo-se aos problemas dele, buscando meios de ações que permitam fazer algo por alguém, sem desculpas de tempo ou dinheiro pra isso.

E diante da convicção de que a caridade é o mecanismo de transformação do mundo, trabalhar para exercer o dever cristão de amar o próximo é contribuir para o amor a si mesmo, na certeza de que entre o mundo e a humanidade, um pertence ao outro.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Somos educados para ser feliz?

Não necessariamente. Somos educados para "ganhar dinheiro", "vencer na vida", "ficarmos ricos", "ser bem sucedido", "ter sucesso"... Não é um erro buscar estabilidade e segurança financeira, é um erro crer que esse deva ser o caminho da Educação.

Quando criança o indivíduo vai para a escola com o objetivo de aprender. Aprender a se sociabilizar, mas acima de tudo para absorver conteúdos que o ajudarão a ter as melhores notas, o "melhor desempenho", ser o melhor. Aprender a conviver socialmente não é a prioridade. O intervalo para esse momento é curto, pra não dizer curtíssimo. 30 minutos ou menos, para um recreio, com 10 dedicados ao lanche. Em sala de aula, nada de conversa e dependendo da brincadeira ela é direcionada pelos professores com foco no aprendizado técnico. Afinal os pais ou a sociedade no caso do ensino público, pagam para que a escola ensine. Ensine com maior tempo possível as disciplinas consideradas mais importantes, como Matemática e a língua materna. Os conteúdos de artes, filosofia, ciências naturais, sociais, história, geografia, religião ou língua estrangeira não recebem o mesmo valor. Basta pensarmos no aluno que não obtém bons resultados nas primeiras aqui citadas. Como ele é visto pela escola? E pela família?

A pressão no período de alfabetização é às vezes nocivo, com agressões psicológicas e emocionais a uma criança que talvez se sobressaia muito bem em outras áreas. O aluno que "não acompanha o rendimento da turma" passa a ser comparado negativamente aos demais, sofrendo e causando sofrimento aos familiares. O fator emocional é deixado em segundo plano, onde alguns educadores se alimentam do pensamento de que esse sofrer o fortalecerá na fase adulta. Será mesmo? Quantos indivíduos conhecemos onde as frustrações da infância foram os responsáveis por suas derrotas? Quantos adultos conhecemos com baixa auto-estima, elevado grau de ansiedade e insegurança, pelo mesmo motivo?

O maior problema nesse sentido está na situação que deveria melhorar com o passar dos anos, mas que no entanto só piora. Quanto maior a série, maior a quantidade de conteúdos e menor ainda os momentos pensados no aspecto emocional. Em algumas instituições, isso nem sequer é pensado. Afinal, vestibular e ENEM tornam-se mais importantes?!

O que dizer de um adolescente que afirma querer ser artista? Qual a reação quando um deles escolhe a medicina?

Na verdade está certo quem busca uma boa formação, errado é atribuir realização profissional a status ou dinheiro. Errado é não colocar a felicidade como meta na Educação.

Recentemente o site da BBC Brasil publicou uma matéria em que o índice de suicídio no Japão é preocupante. Cabendo a reflexão: Por que um país desenvolvido, com a Educação considerada de alto nível tem formado adultos que desistem de suas vidas? Por que um número tão grande de infelicidade?

Em tempos em que a Educação tem sido o foco das maiores discussões mundiais, é relevante que a  necessidade do ser humano em ser feliz, seja considerado. Muitos são os fatores que relacionam formação humana a satisfação pessoal.

No livro A Perversão Comum - Viver juntos sem outro, Jean Pierre Lebrun afirma que nossa sociedade vive uma crise de legibilidade de poder, onde disciplina e limite está sendo repensado. Pais, educadores e responsáveis não sabem a medida e o significado em se dizer "não". Lebrun também analisa a questão religiosa: "Hoje se Deus como instância reguladora tornou-se obsoleto para nos dizer o que somos, esse desaparecimento não nos autoriza a dispensar a negatividade que a Ele cabia corresponder e que tinhamos assim podido transmitir. O fim da estruturação religiosa do social de modo algum nos livrou da necessidade de reconhecer coletivamente a negatividade que nos constitui." Pensam alguns que estar livre de Deus, automaticamente nos livra de maiores problemas. É comum ouvirmos atualmente que  o ensino religioso não combina com a Educação.

É interessante ressaltar que na Finlândia, onde a Educação é considerada uma das melhores do mundo, o ensino religioso é obrigatório.

As siglas  a.C e d.C estão no livros de História Geral para que os alunos identifiquem um período histórico,  mas é dado a devida importância sobre o papel de Jesus para a humanidade? Fala-se muito em Paz como solução para os males do mundo e por que a resistência em estudarmos o pensamento do maior pacificador de todos os tempos? Por que Jesus é um tabu em salas de aula? É preciso apresentar os ideais de Jesus sobre um mundo mais humano e mais pacífico, com mais seriedade e propósito, ultrapassando dogmas e interesses religiosos. Ninguém mais que ele enfrentou um mundo tão violento, com tão grande honradez e exemplo de amor pelas pessoas, mesmo tendo sido traído e torturado.

Para pensarmos sobre isso, segue um trecho do livro O Mestre dos Mestres, Jesus - O maior educador da história do médico e psiquiatra Augusto Cury:

"Cristo tanto prevenia contra a ansiedade como discursava sobre o prazer de viver. Dizia: “Olhai os lírios dos campos” (Mateus 6:28). Queria que as pessoas fossem alegres, inteligentes, mas simples. porém, assim como seus discípulos, nós não sabemos contemplar os lírios do campos, ou seja, não sabemos extrair o prazer dos pequenos momentos da vida. A ansiedade estanca esse prazer. Apesar de o mestre da escola da vida discursar sobre a ansiedade e suas causas, sua proposta em relação ao sentido da vida e ao prazer de viver era tão surpreendente que, chocam a psiquiatria, a psicologia e as neurociências.


Ao longo de quase duas décadas pesquisando o funcionamento da mente humana, compreendi que não há ser humano que não tenha problemas no gerenciamento dos seus pensamentos e emoções, principalmente diante dos focos de tensão. O maior desafio da educação não é conduzir as pessoas a executarem tarefas e dominarem o mundo que as cerca, mas conduzi-las a liderar seus próprios pensamentos, seu mundo intelectual.

É possível ter status e sucesso social e ser uma pessoa insegura diante das contrariedades,  incapaz de gerenciar as situações estressantes. É possível ter sucesso econômico,  mas ser um rico pobre, sem o prazer de viver, de contemplar os pequenos detalhes da vida. É possível viajar pelo mundo e conhecer vários continentes, mas não caminhar nas trajetórias do seu próprio ser e conhecer a si mesmo. É possível ser um grande executivo e controlar uma multinacional, mas não ter domínio sobre os próprios pensamentos e reações emocionais, ser um espectador passivo, diante das mazelas psíquicas. "

Assim, educar nossas crianças para que sejam adultos felizes deve ser a meta da humanidade e buscar mecanismos para essa transformação, urge nos quatro cantos do mundo. 

Kelzer Albuquerque

#pensenisso
















domingo, 12 de julho de 2015

Qual seu papel na sociedade da qual você faz parte?

Uma das consequências geradas pela ausência de Educação é a marginalidade. E uma sociedade que negligencia a importância disso, sofre por isso. Basta olharmos para os países em que a Educação não é prioridade.

Já dizia Pitágoras: "Educai as crianças e não será necessário punir os adultos." Engana-se quem pensa que educar seja apenas papel do Governo, da Escola, dos pais ou responsáveis. Trata-se de uma consciência social. Cada cidadão pode contribuir para a formação de uma nova sociedade. Cruzar os braços ou apontar culpados não é uma atitude inteligente e o retorno por essa indiferença é danoso e algumas vezes irreversível. É preciso mudar nosso modo de ver mundo e acreditar na transformação do ser humano para melhor.  Não tá sendo suficiente somente pagar impostos ou educar seu filho.

Está fazendo menos que o mínimo quem olha para uma criança que "não é sua" e pensa: Não é meu filho, que me importa? Independente do nível social de cada uma, a sociedade tem exigido mais. A droga não chega apenas para o pobre. A violência também não. Tão pouco a prostituição, corrupção ou criminalidade. Todos somos vítimas e responsáveis por tudo que acontece ao nosso redor.

Seja você um agente transformador para mudar a realidade dos noticiários. Faça algo, mas faça! Leia para uma criança. Um livro de valor moral. Ajude uma instituição que abriga crianças excluídas. Doe além de uma contribuição monetária, doe amor. Se importe com uma criança que adquiriu o péssimo hábito de chamar palavrão. Olhe para o filho do vizinho como se fosse seu. Repense seu egoísmo. Ele pode se voltar pra você. Assim como o bem que você pode fazer também. Pense nisso!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Educação para quem?

A LDB 9394/96 apresenta pela Constituição Federal, o direito de todos os cidadãos terem acesso a Educação. Consta que é dever do Estado uma educação pública e estabelece as responsabilidades entre a União, Estados e Munícipios. Pela Lei, no Brasil a Educação se divide em Educação Básica e Ensino Superior, propondo competências que cabe a cada setor responsável promover os meios para que a Lei seja cumprida. 

Infelizmente, a educação brasileira ainda apresenta muitos problemas que difere da proposta sugerida e do que seria o ideal de modelo educacional, contrariando o desenvolvimento e o alcance de metas que possibilitem concretizar avanços para o Brasil.
                                          
É certo que o processo educacional brasileiro, atravessou momentos negativos que trouxeram como consequências para o nosso presente, a herança de um sistema atrasado e com baixo rendimento em todos os aspectos. A educação iniciada pelos jesuítas e a escravidão possibilitaram por meio de dominação de classes, processos políticos que acarretaram ao país sequelas que até hoje ainda transcendem  pontos negros na nossa sociedade, como o analfabetismo, a  violência, má condição de infraestruturas nas instituições de ensino, dentre fatores econômicos insatisfatórios que permitam uma Educação eficiente.

Só após o século XX é que algumas mudanças positivas, embora ainda em baixas proporções, vieram a trazer progressos  que contribuíram para a inserção de cidadãos de classes menos favorecidas nos ambientes escolares, promovendo chances de melhorias ao país. Atribui-se também que a problemática para o progresso da educação brasileira ao longo da história, está relacionada a falta de interesse e compromisso com a importância que o tema é capaz de gerar em uma nação.

Assim, em nossos dias atuais é possível perceber, mesmo que teoricamente, uma linha de pensamento que propõe a Educação como a principal ferramenta para o desenvolvimento de uma sociedade. Nesse sentido, a busca de soluções tem gerado mecanismos que atentam para a necessidade do fortalecimento das relações entre população e Estado, visando a conscientização para uma garantia de resultados, onde todos possam fazer parte desse processo de mudança.

O desafio está em extinguir desigualdades e incorporar o cumprimento de respeito aos direitos humanos, assegurando exercício da cidadania para a sustentabilidade socioambiental, diversidade, inclusão e valorização aos profissionais da educação.

Seguindo essa linha de pensamento, pergunto: Pagar impostos é o suficiente ou existe algo que você pode fazer para melhorar nossa Educação?


sábado, 7 de março de 2015

Como uma fênix!


E nesse Dia Internacional da Mulher a minha homenagem é para essa guerreira, exemplo de determinação e resignação diante dos obstáculos que a vida impôs. Nascida em 1933, Maria de Lourdes, minha avó paterna, é entre as muitas mulheres que conheço um exemplo e a minha inspiração para esse texto hj, revelando que as dificuldades da vida não superam as alegrias e o amor pelas pessoas.

Filha de doméstica, conheceu o pai biológico quando adulta, tendo sido criada como filha pelos patrões de sua mãe.
Ano passado tive a oportunidade de bater um papo rico e divertido com essa senhora de 82 anos. Percebi naquele dia o quanto minha avó conservou jovialidade, se negando a parar no tempo e permitindo acompanhar as opiniões do mundo de hj. Se o assunto é religião, tranquilo! Seguindo sua fé no catolicismo, não importa qual seja a crença da pessoa, curte o papo numa boa, sem julgamento e imposições. Se a conversa enveredar pelo futebol, prepare-se! Ela pode te surpreender... Torcedora do Ceará,  é capaz de discutir com qualquer pessoa os rumos do seu time ou do adversário. Mas se o papo for "homem"! Haha! Belas gargalhadas! Que o digam suas netas, pq ela curte demais esse assunto.
Foram 52 anos de casamento e aqui pra nós, o vovô era um homem de muita personalidade. (Pra não dizer que as coisas tinham que ser do jeito dele, hehe!). E lógico que eu não poderia ter deixado de perguntar  quais os segredinhos pra tantos anos de convivência. Entre muitos risos, ela me disse que sempre deixou ele achar que estava no comando ( gente se ele escuta, kkkk!), aprendeu a não dar muita importância as divergências, como a bagunça que ele fazia em casa, em meio aos seus velhos sofás. Ri um bocado, mas sinceramente, acredito que o amor deles se fortaleceu com os obstáculos. Não que isso seja uma regra, mas no caso deles, foi preciso uma dose extra de companherismo.
Conheci 8 de seus filhos, um deles sendo meu pai. No ano que nasci, aos 15 anos eles experimentaram a dor da despedida pelo tio Antônio Tamandaré, falecendo de pneumonia. 36 anos depois, a dor se repete aos 81 anos e sem o seu companheiro, falecido em 2004. O outro Antônio, Antônio Carlos, um dos filhos caçula, que partiu vítima de leucemia. Mas essas não são as únicas de suas saudades... Entre os anos 50 e início dos anos 60 foram 12, isso mesmo! 12 filhos! Crianças que nasciam, cresciam, mas que não passavam dos 10 anos. Ela lembra de cada um, como e porquê faleceram, as idades, tudo. Todos foram vítimas de doenças e de uma época com altos índices de mortalidade infantil no Brasil. Imaginem vivenciarmos essa experiência com uma criança que amamos? Já ouvi muitas vezes a expressão "como é grande a dor de uma mãe ao perder um filho" e inclusive li de Augusto Cury um relato sobre a força de Maria de Nazaré pela partida de Jesus e de seu assassinato. 
Também não sei se é possível imaginar as dificuldades financeiras pelas quais minha avó passou. Devem ter sido muitas...
Isso poderia promover motivos pra ser uma mulher histérica, depressiva, amarga, insatisfeita ou algo do tipo, mas saibam que não foi esse o caminho por ela escolhido. Eu até brinco, dizendo que a vovó tem perfil de jornalista. Adora pessoas, conhecer pessoas, não no sentido de apenas ser apresentada, mas de se interessar pela vida de alguém, saindo de seu mundo e se dispondo a ajudar quem quer que seja. Além de pessoas, também é uma apaixonada por animais e cuida deles com devotamento e carinho. Ela é divertida, extremamente comunicativa, com uma memória melhor do que muita gente por aí. É afetuosa, generosa, acolhedora e óbvio que com toda a sua experiência de vida, decidida e de personalidade firme.
Para provar toda a sua garra, há exatos 40 dias está hospitalizada depois de um começo de AVC e erisipela, além da diabetes e hipertensão.  Nesse ínterim,  foram diversos procedimentos e nessa última semana momentos difíceis com hemorragia generalizada, infecção pulmonar, parada dos rins e duas paradas cardíacas por conta das hemodiálises que precisou ser submetida. Com o corpo cansado, ela permanece consciente, nos ensinando que a vida é muito maior do que as dores e que as alegrias superam tudo e qualquer tristeza.
E se hoje aqui escrevo, cheia de admiração é porque ela soube ensinar aos filhos, netos e bisnetos o real sentido da vida: Amar!



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

50 Tons de quê?

Nunca fui de absorver facilmente tudo que todos fazem ou gostam. Aprendi muito cedo que nossas escolhas precisam ser pautadas naquilo que nos faz bem. O que não quer dizer que já tenho escolhido errado. Claro que sim! Inúmeras vezes... Mas o que me impressiona nos tempos de hoje, são as nossas opções de escolha.
Acabei de ler uma crítica sobre o filme 50 Tons de Cinza e já havia lido outras sobre o livro. Pela sinopse nunca tive curiosidade ou vontade de conhecer. Ler pra mim é um prazer! Assim como ouvir música, dançar, comer, assistir filme, praticar sexo... Ops! Sexo? Exatamente! Sexo é uma forma de prazer.
Em tempos de que "tudo pode" e "tudo é permitido", ou quase tudo, conversar sobre sexo faz-se necessário. Na crítica que li a preocupação se dava para a receptividade dos jovens em relação ao filme. Mas por que apenas os jovens se falar sobre sexo ainda é uma problemática que atinge homens e mulheres independente da idade, opção sexual, crença e etc. Pelo que entendi o romance erótico traz a tona um universo real de homens e mulheres que sentem prazer pela dor. E isso não é ficção, é fato! Deve ser por isso que o título inclue a cor cinza...
Se buscarmos na história o sexo já foi considerado um erro (pecado), já esteve relacionado a rituais, já foi reprimido, já foi libertado, etc e tal. O meio social, a época, a cultura determinam modos de comportamentos. Houve um período e em alguns países ainda é assim, que sentir prazer sexual é um erro. Consequência de pensamentos religiosos rigorosos. Nesse sentido, a mulher no meu entendimento é a principal vítima desses processos. Lembro de ler em revistas da minha adolescência, reportagens sobre mulheres que nunca haviam atingido o orgasmo. Conheço histórias curiosas e ridículas sobre virgindade que nem vale a pena comentar.
O fato é que me chamou atenção o modo como essa ficção vem sendo encarada e apresentada. Considero o sadomasoquismo, assim como o sadismo um aspecto negro e não cinza como o romance pintou, dentro da óptica sexual. Concordo com quem afirma que está relacionado a um ato violento. E ninguém pode afirmar que amarrar, bater ou torturar seja algo pacífico. Mas onde mesmo está o romance? Bom, pelo que entendi na cabeça da personagem que sente prazer em dar prazer, como um forma de sentir-se amada. Assim como na cabeça do personagem que sente o prazer na dor de sua amada.
E assim, se isso influênciará as mentes humanas para as praticas apresentadas no filme e no livro, há um imenso "talvez" a considerarmos, já que não podemos prever o grau de influência diante de tal conteúdo.
Não sou a favor da proibição, mas da informação. É grande o número de casais insatisfeitos sexualmente. Fruto da forma de pensar sobre sexo. Quantos sofrimentos poderiam ser evitados ao repensarmos o modo de entender o sexo? Quantas uniões infelizes pela busca incessante do prazer? Por que aplaudirmos um romance que relaciona poder, sexo e paixão quando sabemos que o ser humano tá precisando aprender a se relacionar? E eu pergunto, por que escolher enriquecer cineastas e escritores que não contribuem para que nos sintamos mais felizes e satisfeitos?
Sem apologia a "papai e mamãe" ou ao termo "fazer amor" que abomino, acredito que um casal possa escolher não sofrer e amadurecer sentindo prazer sendo dono de si, sem imposições doentias.
E assim, minha gente! Quando vamos repensar sobre sermos guiados por modismos, hein?

domingo, 14 de dezembro de 2014

O que significa Natal pra você?

Eu sempre gostei do Papai Noel. E do Natal. E do Presépio. E de ganhar presente. Mas foi ao me tornar adulta, que verdadeiramente compreendi o sentido do Natal: amar o próximo! Parece simples, mas a humanidade tem criado diversos outros sentidos para esse momento. Além do consumismo e o exagero nas festas, há também as frustrações dos que não se sentem incluídos nesse meio.

Tem até uma competição entre o Papai Noel e Jesus! Pra mim, tudo que é exagerado, é nocivo. Conheço pessoas que não presenteiam ninguém nesse período para combater o consumismo. Há também os que não participam das comemorações por não terem uma roupa nova. E há aqueles que confundem natal com carnaval. 

Será que não há como se ter um equilíbrio nisso tudo? Por que os presentes precisam ser caros? Não há nada que podemos dar com carinho? Por que a roupa precisa ser nova? Por que festas tão glamourosas para comemorar a vinda de alguém que tanto falou em simplicidade?  O que Jesus diria a respeito, considerando suas ações quando esteve na terra? 

Sobre a figura do Papai Noel e o pensamento de Jesus, não creio que ele seria tão punido pela ideia de presentear pessoas. Eu já me emocionei com inúmeros filmes que retratam sua história e não o considero o vilão que tomou o lugar do aniversariante. 

Tanto que criei uma historinha com base em alguns fatos considerados reais de acordo com pesquisas na internet sobre a história do Papai Noel:

Um amigo de Jesus

Em um tempo muito distante, ainda no século III, havia pessoas que sofriam por dificuldades financeiras...
Jesus ciente disso pensava em quem enviaria a terra para falar novamente de seus ensinamentos. Lembrou-se de Nicolau que o atendeu prontamente, logo que comunicado, com a missão de relembrar que devemos “amar o próximo como a si mesmo”.

Nicolau nasceu, cresceu e quando adulto tornou-se um homem bom, que ajudava crianças e necessitados. Sempre que alguém passava dificuldades, Nicolau passava e jogava um saquinho com moedas de ouro pelas chaminés e janelas das casas, ajudando quem precisava. Também falava para as pessoas sobre os ensinamentos de Jesus e quando encontrava com religiosos da época, recordava a passagem de Jesus na terra, contidas nos evangelhos.

Depois de concluída a missão, encontrando-se com Jesus, Nicolau pediu uma segunda missão: Continuar ajudando as pessoas mesmo depois de sua partida da terra. E Jesus assim concedeu.

Durante o sonho conversava com as pessoas orientando e ajudando com bons conselhos. Como ele havia partido durante o mês de dezembro, resolveu realizar seu trabalho com o compromisso de lembrar às pessoas a importância da vinda de Jesus, nesse período do ano. Nos sonhos conversava com as pessoas para que praticassem o bem e ajudassem os mais necessitados, além de contar como Jesus nasceu.

Muitos anos depois, um desenhista chamado Thomas acordou com a lembrança de um desses sonhos. Um velhinho gordinho de barba branca, com uma roupa vermelha e um sorriso que inspirava bondade lhe falando da importância de fazermos o bem.

Thomas logo tratou de desenha-lo, o chamando de Papai Noel para que crianças órfãs pudessem sonhar com um papai durante o Natal e receber presentes como Jesus recebeu dos Três Reis Magos ao nascer.

Nicolau e Jesus ficaram muito contentes com a ideia de Thomas e resolveram que Nicolau seria conhecido como Papai Noel, inspirando pessoas a praticar o bem e exercitar o amor sempre no período do Natal. Não apenas para as crianças órfãs, mas ajudando a todos os papais e mamães a terem trabalho para que pudessem presentear suas crianças, algo semelhante ao que vazia na terra, jogando moedas pelas chaminés, reforçando o trecho da oração ensinada por Jesus "...pão nosso de cada dia, dai-nos hj...". 

Ho,ho, ho... Que nesse Natal possamos procurar fazer o bem a alguém, como nos ensinou Jesus!

FELIZ NATAL!!!

Fontes de pesquisa:
Disponível em: http://www.suapesquisa.com/historiadopapainoel.htm acesso em 14/12/2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Educação Inclusiva, por quê e para quem?

Para se entender educação inclusiva, é preciso esclarecer que a inclusão não é restrita apenas aos indivíduos com deficiências ou necessidades especiais, mas a todo ser humano que se enquadre no perfil de excluído pela sociedade, seja pela sua classe social, gênero, nacionalidade ou patologia do qual é vítima, dentre outros aspectos, sendo essa concepção o primeiro problema enfrentado por educadores e entidades que atuam com esse fim. A maioria das pessoas desconhecem a abrangência da inclusão.     
 
Considerando as dissociações que separam os indivíduos deficientes e com transtornos do ambiente escolar, podemos entender que trata-se de um outro problema. A falta de informações coerentes,  ausência de conhecimento sobre o diagnóstico de um aluno e estrutura sem acessibilidade também dificultam o trabalho de inclusão, sendo necessário compreender aspectos orgânicos,  cognitivos,  sociais,  emocionais e pedagógicos.
 
É certo que viver em condições de extrema pobreza, acarreta problemas que afetam diversos setores na vida do ser humano, dentre eles as oportunidades de se frequentar uma escola e baixo rendimento de aprendizagem, sendo esse outro obstáculo para uma educação inclusiva satisfatória.
 
Entretanto, o principal desafio da inclusão está no preconceito da sociedade, seguido da descrença na eficácia de tal prática. O medo, as ideias preconcebidas de outras gerações e o juízo por parte do grupo social que se contrapõem aos excluídos é a grande barreira na sociabilização de todos. As características sociais, culturais e emocionais de quem se sente receoso na inclusão de indivíduos intitulados especiais, pobres ou com alguma outra necessidade inclusiva, tornam a proposta da educação inclusiva mais desafiadora do que poderia ser.
 
O desinteresse por parte de instituições e órgãos governamentais também fazem parte dos problemas que afetam o assunto, com a inexistência de políticas educacionais inclusivas, currículos escolares com esse fim e iniciativas que promovam a discussão do assunto. Sobre isso, centralizando no papel da escola, a baixa prioridade de capacitação aos profissionais da educação e o distanciamento entre família e escola, dificulta o alcance de bons resultados para a educação de maneira geral, que dirá sendo a mesma inclusiva.
 
Ciente disso e diante de uma nova dimensão social, criar mecanismos favoráveis no processo de ensino aprendizagem, que contribuam para o desempenho almejado pelos teóricos da educação em uma educação de qualidade para todos, torna-se prioridade em todas as camadas sociais, sendo importante mostrar para a sociedade as desvantagens em se ter indivíduos excluídos, tendo como principal prejuízo o baixo desenvolvimento social e econômico.

Tendo em vista que as desigualdades sociais existentes em todo o mundo vitimizam indivíduos vulneráveis socialmente por condições relacionadas a deficiências físicas, transtornos psicológicos ou pobreza, uma imensa parcela na sociedade é excluída do ambiente escolar. O enfrentamento dessa realidade, leva a crêr que é preciso a extinção das desigualdades para o desenvolvimento econômico, social e emocional, enfatizando nesse último aspecto as questões referentes ao preconceito.
 
O desafio de estabelecer espaços para que esses indivíduos tenham as mesmas oportunidades dos demais, despertam a reflexão para a necessidade de uma transformação dentro do contexto educacional e todos os sistemas de ensino que promovam novas possibilidades humanas e condições mais justas para todos.
 
Sob esse entendimento, é certo que todos os países do mundo, movimentam essa concepção, considerando uma herança histórica dos dilemas que assolaram o planeta, como guerras e escravidão, além da ausência de conhecimento em torno dos transtornos psicológicos e acessibilidade para o deficiente físico. Assim, a escola como principal instituição na responsabilidade de estabelecer a autonomia e o crescimento pessoal, tornou-se o cerne da questão com ênfase na Educação.
 
Nesse sentido, as estratégias pedagógicas defendidas pelo principais teóricos educacionais e suas relações com o mundo moderno, estabelecem um paralelo significativo na proposta de educação inclusiva, com obstáculos e perspectivas de bons resultados para a extinção das desigualdades.
 
As iniciativas para esse caminho, estão em criar elementos que direcionem a prática inclusiva, com novas definições no processo de ensino-aprendizagem, envolvendo instituições governamentais, pedagogos, psicopedagogos, psicológos, psiquiatras, professores, alunos (principalmente crianças), família e todos os profissionais que atuam nas instituições de ensino, desde os colaboradores da limpeza até os administrativos. Cabe a cada indivíduo em contato com outro que esteja dentro do critério de excluído, conhecer a importância de seu papel na transformação de uma nova sociedade.
 
O avanço da Educação, depende de um novo modelo social que fundamenta-se na implementação da reflexão sob o respeito as diferenças, com práticas inclusivas nos estabelecimentos de ensino, que contribuam para o fim das desigualdades sociais, através do desenvolvimento humano.

E que é capaz de promover esse novo modelo social? Todos! Todos aqueles que fazem parte da sociedade, incluindo os próprios excluídos.

Sugestão de leitura: Educação Inclusiva, Contextos Sociais de Peter Mittler

domingo, 7 de setembro de 2014

Quando a emoção está a mercê da depressão

"Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós. e aprendei de mim que sou brando e humilde de coração, e encontrareis o repouso de vossas almas; porque meu jugo é suave e meu fardo é leve". Jesus (São Mateus, cap. XI, v. 28, 29 e 30)

Muito se tem dito sobre um dos males que só aumenta nesse século: A depressão. Os dados da Organização Mundial de Saúde – OMS afirmam que 350 milhões de pessoas, sofrem de depressão no mundo.  Definida como melancolia na antiguidade por Hipócrates, 400 a.C, a tristeza e perda de interesse são as principais características.

Ainda pouco respeitada como doença por desconhecedores de seus males, podemos dizer que é uma doença silenciosa, com caminho tortuoso, que pode ter como ponto final, o suicídio. É um mal que acomete crianças, jovens e adultos, tendo tipos específicos em alguns casos como a depressão infantil ou a depressão pós-parto. Seu nível de gravidade, se dá desde uma distimia (leve depressão) a gravíssima, ocasionando o suicídio. Seus principais sintomas são: tristeza e euforia, choro frequente, perda ou aumento de peso, insônia e excesso de sono, isolamento social, sentimentos de culpa e de desamor, ansiedade e comportamento suicida, com tentativas em casos gravíssimos.

Ao contrário do que parece, o indivíduo que sofre com a depressão mais almeja é ser feliz. Seja qual for seu ideal de felicidade, a ausência de condições que o felicite, é o que ocasiona a doença, promovendo pensamentos destrutivos de incapacidade em sentir a almejada realização.

O peso dos sintomas que a doença causa, em especial a tristeza e o abatimento é o que mais se confronta com a vontade de ser feliz, abrindo portas para a fuga da dor pela não felicidade: Dormir pra tentar esquecer a sensação de infelicidade; comer para sentir prazer; fumar para acalmar a ansiedade; fazer uso de substâncias psicoativas (álcool, drogas e medicamentos) com a ilusão de prazer momentâneo e tudo que possa mascarar sua realidade.

A crise existencial por não atingir seu ideal de felicidade, gera pontos de vista que se fortalecem na medida em que a doença evolui, como: sou um fracasso; sou um nada; a culpa do meu sofrimento é de fulano, minha família, meu país ou meu passado; não mereço amor; ninguém me ama; não sou o padrão de beleza, inteligência, riqueza ou sucesso para a sociedade; não quero mais viver; não aguento mais.

Um caos mental se instala e além de fugas e excesso de pensamentos destrutivos, o indivíduo insatisfeito vê também seus medos e angústias aflorados, fazendo com que se isole das pessoas, por receio do julgamento de outros, afinal, “o que as pessoas irão pensar?”, demonstrando o orgulho disfarçado de covardia.

No fundo o que mais se quer é ser feliz! Mas, para ser feliz, tudo precisa ser perfeito, sem frustrações, sem os naturais “nãos” da vida. É preciso ser rico, ter sucesso, ser amado pela pessoa que quer (às vezes nem sabe se ama, mas quer), nada pode dar “errado” (segundo seus padrões), porque só é ou será feliz se for pai, mãe, casado (a), amado (a), formado (a), bonito (a), magro (a), popular, famoso (a) etc. Isso sempre no limite de tempo definido pelo individuo, que tem pressa, afinal, sofrer por não ter algo que quer é muito pesado e a necessidade de livrar-se da angustia o mais rápido possível é urgente. Há uma ausência de paciência e esperança.

Estabelecer situações que nos faça felizes é normal e natural do ser humano. Tanto que quando não somos nos sentimos mal. Mas querer que tudo aconteça ao seu modo é um erro. Quantas pessoas adotam filhos por não poderem gera-los? Quantos acreditam não serem amados, descobrindo mais tarde que o são e entendendo que estava errado sobre o que acreditava? Quantos entram na faculdade depois dos 30, 40, 50... anos? Quantos mudam de profissão? Quantos acreditam não serem bonitos, quando na verdade o são? Quantos querem  ter o peso ideal e correm atrás de obtê-lo saudavelmente? Quantos são famosos, populares e ainda assim infelizes? Quantos vivem felizes mesmo sem saúde, aceitando sua adversidade com resignação?

Saber lidar com as dificuldades é a grande questão! É daí o ponto de partida para a prevenção ou o tratamento da doença. Todos sofrem por algum motivo e em algum período da vida, mas não para sempre e nem pelo mesmo motivo. Se pensarmos em nossas vidas há um ano percebemos que havia problemas a resolver. O mesmo para 5 anos, 10 anos... Passou? Aprendemos algo com esses momentos? Com certeza! Hj os problemas são outros? E tenhamos certeza, de que esses também passarão! Problemas e dificuldades sempre vão surgir e entender nossa conduta emocional é o que nos encoraja aos enfrentamentos. O modo de vermos as situações nos dá uma consciência do tamanho do problema. Um exemplo ilustrativo disso é a história do “copo meio cheio, meio vazio”. Depende de quem vê. Buscarmos saídas, tentar ver a tal “luz no fim do túnel”. Encontrar um novo caminho. A expressão “não há remédio pra morte” é bem conhecida e atormenta todos aqueles que acreditam terem perdido seus entes queridos. Há muitos modos de refletirmos a respeito disso. É preciso encontrar meios de conviver com a realidade. A saudade existe, dói!  O que fazer? Encontrar um caminho para se continuar vivendo. Pensar que aquele que partiu, não gostaria de ver a pessoa que ama paralisado, sem vontade de viver. Buscar conforto na oração. Viver em homenagem ao que partiu, buscando meios para preservar sua memória. Olhar para céu e conversar com alguma “estrelinha” como ensinamos as crianças. Ou olhar para o mar ou uma foto. Conversar com um psicólogo, buscar a terapia, um religioso, alguém de sua confiança. Fazer algo que o permita continuar vivendo, mesmo sem seu alguém, entendendo que todo ser humano um dia se vai, cedo ou tarde. É uma condição natural que pode acontecer a qualquer momento.  

O que dizer então de outros tipos de sofrimento? Para encontrar exemplos de saídas para todos os problemas existentes no mundo, seria necessário publicar um livro. São diversos os mecanismos de defesa que podemos encontrar para proteger nossa emoção. Mas o maior e melhor deles é crer em Deus. Com todo respeito aos que acreditam que se possa separar a crença em Deus dos problemas que enfrentamos, afirmo que viver sem acreditar nele é o combustível para se sofrer mais.

Se observarmos bem, os que creem em Deus sofrem mais resignados e por isso mais aliviados nos momentos difíceis. Alguns dizem: acredito em Deus, mas não tenho religião! Outros dizem que gostam de determinada religião, mas não frequentam. Outros dizem acreditar, mas na verdade dizem por dizer. Essa é uma questão muito relevante quando falamos de depressão, porque está relacionado à fé. A religião é a direção para se entender a existência de Deus. Não aceitar isso é renunciar o conhecimento mais útil na hora de sofrer. É preciso conhecer, entender os “por quês”. É muito fácil ir uma vez ou poucas vezes a um lugar religioso e discordar de tudo, afirmando que Deus não existe. Existe! Frequentem mais de um lugar até encontrar um que o façam senti-lo. Busquem leituras com explicações de sua existência. Procurem na história da humanidade exemplos dos que descobriram que ele existe: Santo Agostinho, Paulo de Tarso, Albert Einstein, Isaac Newton, Thomas Edison... Conversem com quem acredita nele e perguntem por que acreditam? Procurem por ele e o encontrarão! Mas não vivamos na crença de que sofremos em vão, de que a vida começa e termina sem um sentido maior.

Até existirem crenças não religiosas, de que Deus não existe, a depressão tomará conta da humanidade, agravando-se com o suicídio, sem a esperança de que dias melhores existam.

Fontes pesquisadas e sugestões de leitura:

FRANCO, Divaldo; ÂNGELIS, Joanna. Iluminação interior. Ed. Alvorada. Salvador. 2006
GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. Ed. Objetiva. Rio de Janeiro. 24ª edição.
KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Ed. IDE. São Paulo. 1978
MANZOTTI, Reginaldo. Feridas da alma. Ed. Agir. 2012
LARANJEIRA, Ronaldo; CORDEIRO, Daniel; DIEHL, Alessandra. Dependência Química. Ed. Artmed. 2011
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=61-r6znpg5s Acesso em 06 de setembro de 2014.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=20VG7bdZ1Lg Acesso em 07 de setembro de 2014.
Biblia - novo testamento. 









domingo, 20 de julho de 2014

Por que a Pedagogia é uma das grandes paixões da minha vida?

"Pois ser mestre é isso: ensinar a felicidade!" 
Pedagogo e escritor Rubem Alves

É certo que o pedagogo é um sujeito preparado para exercer funções educativas, voltadas para operacionalização de projetos, prática e didática pedagógica, atuando em instituições de ensino, empresas, hospitais, associações e entidades que trabalhem para a formação humana. 

Embora a definição acima resuma um pouco as características de um profissional da pedagogia, devo considerar a ideia de que o pedagogo reúne mais qualificações do que é possível presumir. Durante a execução de suas funções o pedagogo em alguns momentos também assume o papel de psicólogo, psiquiatra, psicopedagogo, administrador, enfermeiro, fonoaudiólogo, sociólogo, filósofo, advogado, assistente social, dentre outros exemplos. 

Essa relação com outras profissões não é algo explícito, mas significativo na atuação desse profissional. Na área escolar é importante que compreenda os diversos tipos de patologias que envolvem o processo de aprendizagem, entendendo a importância da Inclusão no atendimento a alunos possuidores de dislexia, discalculia, disgrafia, DA (Déficit de atenção), hiperatividade, TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), síndrome de down, autismo, síndrome de asperger, síndrome de tourette, deficiência auditiva, visual dentre outros assuntos ligados a psiquiatria, psicologia e psicopedagogia, imprescindível também ao pedagogo. 

Como gestor escolar, as qualificações de um administrador são fundamentais no exercício de um bom trabalho, caracterizando também supervisores e coordenadores tanto para pedagogia educacional, como empresarial e hospitalar. 

Atuando com crianças o risco de acidente existe e em se tratando de alunos portadores de síndromes o cuidado torna-se maior, atuando como "verdadeiros" enfermeiros, principalmente em creches e berçários.

Dificuldades na fala, deficiências auditivas ou visuais são da especialidade de um fono ou oftalmo e um pedagogo que conhece libras ou braille terá mais facilidade de realizar seu trabalho caso precise. 

Aspectos da sociologia e filosofia serão importantes no trato de assuntos que envolvam a sociedade e ambientes frequentados por adolescentes demandam um esforço a mais em se tratando de Educação. 

A separação dos pais é sempre um processo "traumático" para os filhos e o pedagogo que precisa lidar com conflitos familiares trazidos por seus alunos torna-se um pouco advogado em algumas situações. O mais preocupante atualmente é a Alienação Parental, além de bulling e preconceito.

Por diversas vezes, a pedagogia atua em paralelo com outras áreas profissionais como o serviço social diante de projetos sociais, abrigos, ONGs e associações. 

Considerando também o conhecimento em ciências, matemática, português, geografia, história, artes... além da compreensão de que o aspecto emocional é o foco de seu trabalho, necessitando entender de motivação, criatividade, empatia e sensibilidade. 

Tudo isso resume o amor do pedagogo pela área e são diversos os exemplos que existem de tudo que está dito aqui! 









sábado, 19 de abril de 2014

A dor da despedida

A vida nos reserva muitos momentos felizes. E infelizes também... O sofrer é inerente a todos os seres humanos e nesse sentido a dor de deixar alguém partir é amargo, angustiante, mesmo quando a partida é para o bem do outro.

Somos dotados da necessidade de estar com alguém, de sentir acolhimento e aconchego.  Em alguns lugares do mundo as pessoas são educadas para a separação, para romper o laço familiar depois de uma determinada idade. No Brasil esse comportamento não é freqüente e estar com quem se ama é fundamental para nós brasileiros.

Assim, fica fácil entender porque temos a fama de acolhedores, fraternais ao recebermos alguém. Abrir a porta de nossa casa e colocar “mais água no feijão” como disse o Papa Francisco em seus dias no Brasil.
Essa nossa proximidade natural, nos revela a dificuldade em nos despedirmos por motivos de viagem, como também pela partida terrena. Mesmo amando alguém que sofre com uma doença, não nos acostumamos ao fato de que é melhor deixarmos nosso ente querido ir, ao invés de vê-lo debilitado e infeliz. Esse apego também se dá por descrença de outro plano, pelo fato de não conhecermos como funciona a vida espiritual ao partirmos.

Independente de como nos sentimos em relação aos que se vão, faz-se necessário a compreensão de que devemos desejar a felicidade e o bem-estar do outro sempre. Pensarmos que entre as dores físicas de quem amamos e a nossa dor da saudade, o mais importante é almejarmos a felicidade do outro, para que tenhamos a nossa.

Quando nos sentimos felizes pelos outros, uma salutar sensação de bem-estar nos fortalece ante a saudade que incomoda.


Confiar em Deus é uma boa dica!

sábado, 22 de março de 2014

Com quem as crianças de hoje passam parte do seu tempo?

Para a grande maioria das pessoas, Educação nada mais é do que ensinamentos, aprendizagem escolar e instituições vinculadas ao tema. Penso diferente! Educação é formar um ser humano naquilo em que ele deve ser, afinal trata-se de pessoas com capacidade de raciocinar, sentir, transformar.

Diante disso, tenho verificado um grave problema nas instituições que atuam na área: Profissionais sem a visão de importância do seu papel como educador. Gosto do pensamento de Jung que diz: "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana". Ele se referia aos psicólogos, mas creio que possa muito bem ser aplicado a médicos, enfermeiros, babás ou qualquer outro tipo de profissional que trabalhe com crianças, jovens, adultos e idosos, principalmente professores que trabalham com crianças! Por que reforço isso? Porque são os mais indefesos. Um jovem, adulto e mesmo um idoso bem debilitado, percebe rapidamente quando são maltratados e por mais sincera que seja uma criança, isso nem sempre é percebido por eles diante de pressões e agressões psicológicas.

Um bebê e uma criança quando maltratada, pode indicar repúdio ante o agressor. Mas quando se trata de instituição de ensino, isso é mais complexo do que se imagina. Os pais entregam seus filhos nas escolas, com o sentimento de que ali é o lugar ideal para que passem horas de suas vidas. Exemplo disso a crescente escolha pelo ensino integral. Pensando assim, imagino que uma criança chegando às 7:00 hs e saindo às 17:00 e ás vezes 18:00 hs por 5 dias consecutivos, passa mais horas no ambiente escolar do que com a família, considerando a necessidade mínima de 8 horas de sono. Nesse sentido, esses pais acreditam no ambiente seguro, com regras definidas, espaço para sociabilização, aprendizagem sob muitos aspectos, boa alimentação, profissionais preparados... Ops! Preparados? Será mesmo?

Qual o nível de paciência e tolerância de um profissional que trabalha com 20 crianças ao mesmo tempo? Sabemos que os castigos corporais foram abolidos das instituições de ensino no Brasil e na maioria delas as variadas formas de castigo também. Atualmente as faculdades orientam atividades lúdicas, métodos e técnicas pesquisadas, como meio de adquirir conceito de regras e disciplina.

O problema é que alguns profissionais ainda não absorveram essa ideia, cada vez mais crescente como modo de educar e parecem saidos da década de 80, pulando para 14 anos após o início do século XXI, como que perdidos em meio a crianças altamente ativas, com pensamento crítico de tudo, parecendo pequenos anões diante do mundo tecnológico e globalizado que as cercam. Quem são esses profissionais? São aqueles que só se preocupam com o conteúdo a ser passado, que se utilizam do fato de serem "autoridade" dentro da sala para ameaçar e agredir psicologicamente uma criança como forma de "educa-la" (puni-la!). São pessoas que não possuem uma das principais características de um bom profissional, em qualquer área: Empatia! ou seja, capacidade de se colocar no lugar do outro.

Ainda existe profissional assim? Mais do que imaginamos. De onde eles surgem? Da vida. Da opção que tiveram em ser professores, como profissão mais acessível e não por gostarem de crianças ou do ato de ensinar. Da fuga da sala de aula, como ouço de muitos pedagogos, tornando-se gestores para o prazer de comandar uma área que tiveram pouca vivência. Das frustrações que possuem na vida, liberando-as em crianças que são obrigadas a fazer silêncio diante da leitura de um texto lido ás 16:30, de modo cansativo, tornando-o desinteressante tanto para quem ouve, como para quem lê. A desatenção é assim considerada falta de respeito, bem como tantos outros conteúdos que precisam ser apresentados, mesmo que não seja útil para sua formação. Isso quando as crianças não são facilmente "diagnósticadas" prematuramente por pessoas sem o menor conhecimento de patologias, como dislexia, discalculia, TDAH e etc. E quando diagnósticadas, imediatamente medicadas, sob o efeito de substâncias como a ritalina, que pra quem não sabe foi utilizada na segunda guerra mundial.

Isso significa dizer que devemos ser sempre compreensivos e "bonzinhos" com nossos alunos? Nada disso! É preciso diferenciar o significado de ser autoritário e ter autoridade. É preciso saber dizer "não", sem humilhar, sem desespero, com firmeza e acima de tudo clareza nos "porquês" dos "nãos". Isso é um tema que requer outro texto, mas posso resumir dizendo que, um professor ao assumir uma sala de aula nos dias de hoje, já sabe as características possíveis do comportamento de uma criança. Sabe que aos 2 e 3 anos eles irão imitar o comportamento dos colegas, que irão se utilizar de uma fala egocêntrica, que podem morder, como meio de se comunicar. Sabem que aos 4 e 5 anos a capacidade de concentração é de no máximo 40 minutos e que a imaginação é muito fértil. Sabem que aos 7 irão começar a formar grupos, que possuem maior vocabulário e capacidade de compreensão, discussão e enfrentamento de situações emocionais... Enfim, para cada idade há pesquisas que nos ajudam a conhecer nossas crianças e nesse caso, pergunto, por que não evitar aulas entediantes e os gritos em sala de aula? Por que não fazer uso das tecnologias disponíveis? Por que não buscar ajuda psicológica ante o stress?

Duas palavras resumem a necessidade dos alunos nos dias de hoje: Criatividade e motivação.

Se por lei é um crime agredir psicologicamente um profissional, considerado isso Assédio Moral, que nome eu posso dar a um professor que se utilizar do medo, como meio de conseguir controle de crianças durante a aula? Como defino um professor que expõe uma dificuldade de aprendizagem de uma criança ante outras crianças? O que fazer diante de pais desavisados que até pedem para que o professor seja severo com seus filhos? Por que o pensamento retrógrado de que o professor manda e deve ser obedecido ainda persiste em nossas escolas?

Fontes: Disponível em: http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/professores-sim-carrascos-nao.htm acesso 22/03/2014

Prazeres, M.F. A urgência de uma educação mais humana e cidadã. Revista Construir. Recife, dezembro 2011.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Doces recordações!

  Lendo os textos da Formação Pedagógica da Escola Jacira Lima, tive o contentamento de reviver memórias do meu passado que me trazem doces recordações da infância e de uma das minhas amadas da família.

Os textos referem-se a importância da contação de história para a formação emocional e cognitiva do ser humano, enfatizando também as diferenças entre lê-las e conta-las. Os significados atribuídos na imaginação durante uma contação de história, agregam forte aprendizado no desenvolvimento do ser durante o período da infância. As consequências em se reprimir a imaginação nessa fase, podem trazer a um indivíduo dificuldades em controlar os impulsos na vida adulta. O ato de contar história desenvolve nas crianças, aspectos emocionais que formam e traduzem as mais diferentes emoções.

Minha prima Jéssica, aos 3 anos de idade (hj com 22 anos) ao passar uma tarde comigo, me mostrou o quanto uma história pode nos trazer as mais variadas emoções. Para ela não chorar pela ausência da minha tia que havia saído, eu comecei a contar a história da Branca de Neve, que eu ouvi na minha infância. Ela atenta a todos os detalhes enquanto eu contava, me olhava fixamente, fazia perguntas, me fazendo entender que ela estava gostando da minha história. Tal foi a minha surpresa, quando eu disse: "... e então a Branca de Neve caiu desmaiada. Quando os anões chegaram e a viram no chão se assustaram, mas não conseguiram acorda-la e muito tristes, começaram a chorar...", e ela também começou a chorar! Chorava dizendo que queria que a Branca de Neve acordasse.

Eu fiquei aflita! E agora? O objetivo era não faze-la chorar, rsrsrs. Hoje rimos dessa situação, mas no dia?! Passei um sufoco! Bom, o fato é que hoje, enquanto comemoro seu aniversário, morro de saudade desse dia! rsrsrs

Um dos aspectos mais relevantes da infância é a capacidade de fazer de conta, estando associada ao desenvolvimento intelectual,  incluindo a linguagem corporal. Ao imaginar, a criança elabora em sua linguagem,  as relações com o meio em que vive e a consciência de si, articulando expressões corporais e o desenvolvimento cognitivo,  social e emocional.

Assim, ao contarmos uma história, estimulamos a linguagem através da imaginação,  estabelecendo um vínculo entre  o que a criança vê, ouve, sente e compreende, proporcionando estímulos que ajudam tanto no processo de aprendizagem, como de desenvolvimento.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Exemplo!


No fim da semana passada, um grande exemplo de ser humano deixou a terra. Nelson Mandela, trouxe sua contribuição para transformação do mundo, trabalhando por justiça social, igualdade entre os povos e principalmente contra a discriminação racial.

Considero importante que pais e educadores divulguem seus discursos, para que permaneçam incentivando futuras gerações a pensarem em uma vida mais digna e justa socialmente.
Dentre suas falas, duas me chamam bastante atenção:

 "A paz não é simplesmente a ausência de conflito, a paz é criação de um entorno em que todos possamos prosperar, independentemente de raça, cor, credo, religião, sexo, classe, casta ou qualquer outra característica social que nos distinga. A religião, as características étnicas, o idioma e as práticas sociais e culturais são elementos que enriquecem a civilização humana, que se somam à riqueza de nossa diversidade. Por que deixar que se convertam em causa de divisão e violência? Estaríamos degradando nossa humanidade comum se permitirmos que isso ocorra". (Nova Délhi, Índia, 31 de janeiro de 2004)

“ A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”

Sobre a paz, essa é uma das falas mais enriquecedoras que eu já li. Estar em paz, não significa apenas não brigar, não discutir, mas um estado interno de esperança, de fé em que tudo pode dar certo. E em seu exemplo, ele engloba tudo que permite a união entre os povos e a importância de não fazermos da religião, etnia, idioma e práticas sociais, motivos de conflitos.

Referente a educação, essa é na minha opinião uma das brilhantes falas sobre o assunto. As pessoas precisam conscientizarem-se que através do saber a vida ganha formas, novos rumos, construindo em torno de todos as mudanças almejadas por todos que buscam um mundo melhor.




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os processos avaliativos são eficazes no meio educacional?

Pesquisas apontam que a nossa memória retém 90% do que fazemos, 70% do que falamos, 50% do que vemos e escutamos, 30% do que vemos, 20% do que ouvimos e 10% do que lemos. Isso me traz a reflexão: o sistema de ensino é eficiente ao aprendizado? A maioria das instituições utiliza como método aulas onde um professor  fala enquanto o aluno ouve e apenas 20% de todo esse falatório será memorizado? Bom, isso dependerá também do professor utilizar novas tecnologias em suas aulas, apresentar vídeos e do esforço do aluno em rever o conteúdo.

O que pensar então do período de provas, ENEM, vestibulares e concursos? Esses processos avaliativos são eficazes para medir a capacidade de um aluno? No último fim de semana presenciei minha prima chegando de um vestibular visivelmente cansada, física e psicologicamente. Foram 4 horas de provas pela manhã e 4 horas de provas a tarde. Fico me perguntando se as avaliações foram capazes de medir tudo que ela estudou durante o ano. E pior, é possível avaliar através de uma ou mais provas se o aluno tem aptidão para exercer determinada profissão?

Tenho visto no mercado de trabalho, profissionais insatisfeitos, pessoas exercendo funções incompatíveis com suas capacidades e muita gente competente que poderia estar ocupando alguma vaga mais apropriada com suas competências. Há médicos que estudaram em excelentes colégios, sempre foram estudiosos, passaram no vestibular, mas não possuem o menor trato com as pessoas.Há psicólogos que parecem mais técnicos das teorias e abordagens utilizadas, do que propriamente um profissional que trabalha com vidas humanas. Há professores que escolheram a profissão pela "facilidade" em ingressar no ensino superior, mas que não possuem paciência para ensinar e há advogados sem nenhuma habilidade para área, mas que sempre foram bons alunos tiraram boas notas e por isso passaram no vestibular, no ENEM, na OAB... Controverso!

Há também muitos outros que poderiam ser excelentes médicos, enfermeiros, advogados, psicólogos, professores ou algum outro tipo de profissional, se tivessem seguido o padrão do sistema e tirado boas notas, se "matado" de estudar para conseguir a tão sonhada vaga na universidade.

Mas o aluno deve sempre estudar para tirar boas notas! O que há de errado, então? Os processos avaliativos! São eles que estão errados.

E isso desde o ensino fundamental. A impressão que tenho é que o sistema de ensino desconhece que alunos são serem humanos, trazem para as instituições de ensino a bagagem cultural, social e pessoal que enfrentam em suas vidas. As emoções são próprias de cada ser e isso é preciso ser visto, respeitado e analisado no processo de aprendizagem. O período de provas e trabalhos é cansativo, desgastante. Compromete o aprendizado. Se a nossa memória atua com algumas porcentagens para memorizar informações, como será que ela funciona em momentos de estresse? A pressão psicológica da família, da sociedade, da escola para que um aluno passe no ENEM, em minha opinião é altamente agressivo para a estrutura emocional de quem está buscando uma oportunidade. Os riscos de frustração (não são todos que sabem lidar com isso), de ansiedade crônica, baixa auto-estima, distúrbios do sono, distúrbios alimentares e doenças como crises de enxaquecas ou gastrite são exemplos das conseqüências que um estudante pode obter nesse período.

Eu já ouvi muito essa frase: "Fique tão nervoso (a) que esqueci tudo". Os que dizem isso, não estavam seguros o suficiente para passar. E isso não quer dizer que não tenham estudado, pelo contrário, estudaram muito, mas o medo de frustrar os pais, a escola, os amigos e a si mesmo, geram esse nervosismo. Quantos bons profissionais desistiram de um sonho profissional e escolheram outra profissão pelo cansaço das tentativas?

Esse medo também acontece no ensino fundamental e médio. O período de avaliações causa o mesmo estresse emocional e também pode gerar problemas de saúde. O problema está em se avaliar um aluno, pensando apenas no melhor para a instituição. Por que as avaliações não são feitas ao longo do semestre em vez de apenas no final. Por que precisa sempre ser feita por meio de provas, enquanto há trabalhos, apresentações e atividades lúdicas que poderiam substituir esses processos, em vez de apenas contar pontos ou somar a nota? Por que os vestibulares ou ENEM não poderiam ser feitos em dois finais de semana e os alunos escolherem se gostariam de fazer ou não a redação ou determinada disciplina, como acontece com as línguas estrangeiras?

Bom, o que percebo é que algo precisa ser mudado! E esse excesso de informações revistas, pensando em melhores condições de aprendizagem para o aluno.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Quais os valores da juventude na atualidade?

Notícias tristes ocorrem diariamente nos noticiários e internet, mas jovens suicidando-se chamam muito a minha atenção. Nas últimas semanas duas jovens se suicidaram por motivos semelhantes. Uma porque um vídeo dela praticando sexo com um casal de amigos circulou no whatsapp. A outra, porque possivelmente um ex-namorado com raiva, publicou fotos dela nua, nas redes sociais. Ele estaria com raiva porque ela estava com outro. Muitos pontos perpassam meus pensamentos... O primeiro deles é: quais os valores dessa geração? Como estão sendo educados? Seria ousadia e até falta de respeito da minha parte responsabilizar os pais pelo suicídio de ambas, até porque suicídio é uma atitude que parte da vontade do próprio ser e não sabemos como elas foram educadas. De modo geral, todos sabem que no período da adolescência muitas crises e alterações de comportamento podem ocorrer. Muitos enfrentam momentos de rebeldia e assim como as crianças, o período exige limites. Eles ainda não possuem experiências suficientes para enfrentar os desafios que encontramos quando adultos. Nessa fase a sexualidade é algo a ser descoberto, não me refiro ao sexo propriamente dito, mas as situações que envolvem o assunto. As emoções, as sensações e o desejo despertam pararelamente a insegurança, a inexperiência e muitos outros conflitos. O que fazer?

A família é o ponto fundamental para uma boa formação da personalidade. Eu digo sempre que é em casa que o indivíduo deve aprender a ser uma pessoa de bem, a entender o princípio de honestidade, a conhecer quem é Deus, o que representa Jesus para humanidade. O acolhimento familiar nos ensina a sermos fortes e a saber enfrentar desafios. Eu costumo dizer sempre para as mães do grupo de gestantes do qual sou voluntária, que é importante ensinarem os filhos a conversar com Jesus, diariamente! Percebo que nos dias de hoje, há uma política nas famílias de deixar os jovens livres para escolherem o que querem fazer, ser. Resultado da educação repressora do passado. É importante que haja um meio termo. O que ocorria no passado era imposição, atualmente é preciso haver educação. Educar significa dar o exemplo, primeiramente! Falar a verdade, reconhecer erros, dialogar e o mais importante dar amor. Não basta amar e imaginar que o(a) filho (a) descubra ou saiba disso por si, é preciso cuidar, fazer demonstrações de amor. Há pessoas que tem dificuldades de dizer que ama, então demonstre! Convide seu filho para um passeio a dois, escolha um dia para ver fotos antigas e rirem juntos, assistam um filme e desconstrua o que achar errado, brinquem, conheça os (as) amigos (as) dele ou dela. Apresentem valores sociais aos seus filhos! Visitem um hospital de crianças com câncer, um orfanato, um asilo de idosos. Digam o que pensam a respeito do comportamento de alguns artistas e pessoas famosas, procurem debater sobre o assunto e não impor sua opinião, assim vc saberá o que ele acha a respeito, além de passar a sua. Os pais não tem ideia do quanto as opiniões deles são importantes aos filhos e acreditem, mesmo que naquele momento eles não os levem a sério, um dia entenderão, afinal de contas não foi assim também com eles?

Voltando ao exemplo das jovens, o segundo ponto é referente a mídia e as redes sociais. Eu estava na academia há algumas semanas e vendo a TV por volta de 17h30, do qual passava um programa voltado para adolescentes naquele horário. Os jovens estavam em uma festa a fantasia e uma das personagens vestida de diabinha dançava sensualmente, mas assim, sensualmente mesmo! Na hora pensei nas minhas primas ainda crianças, estariam elas assistindo? Algum adulto estaria por perto para explicar que aquele comportamento é desnecessário? É bom que todos saibam que as pessoas se sentem atraídas fisicamente por alguém, mas é a personalidade e o comportamento que darão sentido a relação. E aí, lendo sobre as jovens suicidas pensei onde e se a primeira delas havia assistindo filmes eróticos e sentido vontade de praticar. Pensei na segunda jovem ter se deixado fotografar para satisfazer o namorado. E por último pensei, na facilidade que as pessoas tem em compartilhar imagens e vídeos de conteúdo irrelevante. Sabe aquele ou aquilo que nada agrega na vida da gente? E se fosse seu filho (a), irmão (a), primo (a)...

O terceiro aspecto é referente aos homens. Pq ao compartilharem o vídeo, "o feio" fica só para as meninas? Quer dizer que ir pra cama com duas, demonstra virilidade? O menino, no caso, não é ridicularizado? E se fosse um homem, seria? Também to aqui pensando se estariam sóbrios. Teriam bebido algo? Por que em pleno século XXI a sociedade ainda considera algumas atitudes normais para os homens e anormais para as mulheres? Na outra situação, se ficar comprovado que foi o ex-namorado que postou as fotos, acredito que tenha feito isso por vingança. Mas vingança de que mesmo? Ela seria obrigada a ficar com ele? Não poderia se apaixonar por outro? Digo e repito, é preciso ensinar as pessoas que na vida há perdas e ganhos. O indivíduo que acha que tudo gira em torno de si, fica transtornado quando isso não acontece e isso vale para crianças, jovens e adultos, independente de ser homem ou mulher. Já ouvi tanta história de mulher que rasga roupa do marido quando ele a deixa, de homem que mata a esposa e vice-versa. Precisamos conhecer nossas emoções.

E por último o suicídio. Não posso perder a oportunidade de dizer que trata-se de um crime aos olhos de Deus! A vida é uma oportunidade. Nesse momento, milhares de pessoas lutam em hospitais para viverem um pouco mais. Destruir a nossa é um desrespeito. Além disso o suicida leva consigo sequelas para outras encarnações e ao cometer o ato descobrem que a vida não se rompe com a "morte", tão pouco os problemas.

Segue o link dos sites sobre as reportagens:

 http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/jovem-piauiense-anuncia-morte-pelo-twitter-apos-video-intimo-sair-no-whatsapp-12925.html

http://www.sidneyrezende.com/noticia/220283+menina+se+suicida+depois+de+rapaz+vazar+fotos+intimas+na+internet



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Será que só precisamos ensinar o indivíduo a dizer "não" para as drogas?

Estudando os assuntos que norteiam a temática da dependência química, pude conhecer melhor os aspectos que envolvem um indivíduo na utilização de alguma substância psicoativa.

Primeiro que não se trata de algo recente, das três últimas décadas, como muitos acreditam. O ópio é um exemplo de narcotico utilizado a séculos como forma de "sair da realidade" e obter alguma tipo de alteração no sistema nervoso, que muitos pensam ser prazer.

Resolvi expor o "prazer" no sentido dúbio, por entender que o prazer para ser satisfatório necessita ter ligação com o bem estar do indivíduo, algo que o usuário descobre em pouco tempo não existir. É certo que cientificamente o sentido de "prazer" está correto, por entender que as alucinações causadas acionam a região do cérebro responsável por tal sensação. Doce ilusão, na minha opinião.

Passados os tempos, o ser humano encontrou novos vícios, novas sensações. A maconha, a mais comum dessas susbtâncias é considerada a porta de entrada para o uso de drogas consideradas "pesadas", segundo especialistas. Ou seja, para o uso de substâncias com efeitos mais fortes. O álcool, segundo eles, também apresentado pela sociedade como inofensivo, potencializa essa possibilidade. Entendam o que quero dizer: Um indivíduo bêbado, usuário de maconha em meio a outras pessoas utilizando outras substâncias pode vir a experimentar algo mais forte. Ou não? Isso vai depender de algo que está intrinsecamente ligado ao uso de substâncias psicoativas, a Emoção.

As condições emocionais do indivíduo é que determinam o SIM e o NÃO para o uso, como também se será dependente ou não. E esse é o ponto do meu texto! A minha observação é o quão frágil emocionalmente é um dependente químico. Se pensarmos na quantidade de pessoas depressivas e infelizes, de jovens revoltados com a ausência de amor, de homens frustrados com algum tipo de fracasso, de vidas vazias em busca de emoções que possam suprir algo, entendemos a realidade do mundo em que vivemos, bem como o aumento do consumo de entorpecentes.

Há adolescentes que entram no vício para satisfazer um namorado (a). Engano! Entram por serem inseguros, por medo que o(a) namorado (a) o (a) abandone. Oh! O quanto é difícil ser rejeitado, afinal de contas cresceram para vencer, não é verdade? Calma, que não estou afirmando o contrário. Não devemos ensinar nossas crianças e jovens a perder, mas ensina-las a lidarem com a perda.

Há homens de negócios, que se tornam alcoólatras, pela necessidade de fazer parte de um meio social, por terem fracassado profissionalmente ou na vida pessoal. Engano! Entram porque são potencialmente orgulhosos e vaidosos, por não suportarem a crítica das pessoas, por vergonha do que os outros poderão dizer. Oh! Como é vergonhoso o que os outros irão pensar! Afinal, por algum motivo necessitam sentirem-se superiores sempre. Há músicos, que assim como o exemplo acima não sabem o significado de fracasso e para tanto não compreendem o sentido de perda e se afundam naquilo em que se acostumaram a usar como objeto de "prazer".

Há mulheres (e homens também), que se tornam dependentes por não suportarem a rejeição do ser amado. Quantas pessoas conhecemos que bebem desesperadamente, na esperança de "esquecer as mágoas". E quantas são as ocasiões em que outras substâncias surgem nesse momento. Oh! Como ser "abandonado" por alguém fere o orgulho do ser traído, trocado. Quanta culpa, tristeza e desespero já tivemos a oportunidade de presenciar.

É claro que os exemplos citados estão generalizados, mas convenhamos que são bastante comuns. A questão é entendermos a origem de nossos problemas, as dores emocionais, a culpa e os traumas (Se pensarmos pela linha de Freud). Entendermos o cuidado que devemos ter na educação de um ser humano, o amor que devemos dar a uma criança e adolescente, a compreensão que devemos ter com um indivíduo dependente. Ao generalizar e ser um pouco sarcástica nos exemplos, busquei apenas trazer uma melhor compreensão do que me propus a escrever, mas na realidade, entendo que cada ser humano é alguém diferente do outro, com uma individualidade própria, com uma história de vida própria, com um modo diferente de sentir.

Dois irmãos podem ser criados com as mesmas condições, com os mesmos "sins" e "nãos", mas um deles pode ter um modo diferente de entender essas interjeições e construir uma estrutura emocional psíquica frágil, suscetível as ilusões do mundo, cabendo aos adultos de um modo geral, pais, avós, tios, padrinhos, professores e religiosos no papel de educadores, valorizar os atributos morais de humildade, amor e respeito consigo e com o próximo.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Vc tem certeza que a palmada funciona?


Muito tem se falado sobre a eficácia da palmada ou mesmo a surra como punição por indisciplina infantil e quem me conhece sabe que sou contra.

Esse tipo de punição, nada mais é  do que um modo de correção com o uso da força física, com o objetivo de causar dor  suficiente para mudar o comportamento da criança.  Pesquisas mostram que o castigo corporal influência negativamente a saúde mental da criança.  O que isso que dizer? Que a criança que passa por esse tipo de situação,  pode ter depressão (Csorba et al., 2001); TURNER; FINKELHOR, 1996), crises de ansiedade, infelicidade (EAMON, 2001; LAU et al., 1999), dentre outros tipos de instabilidade emocional,  como falta de auto-estima, transtornos alimentares e agressividade ( DURANT et al., 1994).

E vamos ser francos! Ninguém bate em uma criança quando está calmo. Há sempre um sentimento de raiva, misturado há outros que não apresentam nenhum sintoma de equilibrio emocional durante o ato. Mesmo em uma simples "palmadinha", não é verdade?

É muito comum as crianças que apanham, apresentarem comportamentos agressivos. Observem também que quanto mais apanham, mais indisciplinadas são e é exatamente isso que me chama a atenção.  Por que crianças com uma facilidade para entender os mais diversos assuntos do mundo de hoje, se permitem apanhar mais de uma vez pelo mesmo motivo? Teimosia? Gostam de sentir dor?

Embora esse tipo de punição tenha como objetivo agredir apenas o corpo, na maioria das vezes é o emocional que mais se atinge.  Ás vezes, a pancada nem doe tanto assim, mas só o fato de partir de alguém que se ama muito, a dor parece multiplicar-se a cada ato.

Interessante pensar nisso! Conheço pessoas que apanharam quando crianças e que no papel de pai ou de mãe são totalmente contra a esse tipo de punição. Talvez porque lá no fundo, no resgate de suas lembranças infantis,  alguma cicatriz emocional possa se romper?

O que se fazer então para dar os limites que o período da infância requer?

O caminho para uma disciplina infantil eficaz está sempre  em como os pais previnem determinadas atitudes, no exemplo que dão aos filhos e no modo de expressar carinho e diálogo.  Nos casos de punição,  sou a favor dos métodos atuais utilizados nas instituições de ensino, como cantinho do pensamento,  da disciplina ou mesmo a restrição de privilégios (bicicleta, vídeo game, DVDs...)  promovendo a ideia de  responsabilidade pelo ato cometido.

Um diálogo firme, olho no olho, onde o adulto se abaixa e fica frente a frente com a criança,  tem tido excelentes resultados. A conversa com tom de voz suave, transmitindo preocupação com a atitude da criança e uma postura de amor, demonstra a ideia de "não vou fazer mais, porque não quero decepcionar o papai ou a mamãe".

Fazer as crianças repararem os seus erros, também é um método bastante eficiente.  Pedir desculpas,  limpar o que sujaram, consertar...

Dependendo do caso e da idade, prestar serviço a comunidade, como visitar orfanatos,  hospitais e instituições carentes é muito favorável.  As vezes um simples passeio pelas ruas da cidade, mostrando crianças desprovidas de seus direitos,  transmite um bom efeito.

O importante é entender que um castigo corporal pode ocasionar danos no desenvolvimento psíquico e emocional do ser quando adultos, fazendo certos pais repensarem tais atitudes.

Procurem ler a respeito desse assunto e entenderão o que estou dizendo!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

De quem é a responsabilidade da violência?



Primeiramente, preciso dizer que em nenhum momento quero isentar a responsabilidade que cabe as autoridades. Mas, não posso deixar de trazer minhas observações sobre o assunto:

O que vejo é que para se falar em violência e reclamar sobre a situação que aí está, é  necessário entender que ela não é parte de um grupo, um município,  um estado ou um país inteiro, mas de todo o mundo. Para medi-la também é importante definir qual o tipo de violência: doméstica, urbana, sexual, psicológica??? Bom, o fato é que há esses e outros tipos generalizados em todo o mundo. Há altos índices de xenofobia na Espanha, de violência sexual na Índia, de bullying em países considerados justos socialmente, bem como também, terrorismo, escravidão (absurdo, mas existe!), tráfico de pessoas e obviamente crimes dos mais variados.

Em se tratando de Brasil, os números de criminalidade assustam e daí  minha reflexão sobre o tema.

Mesmo sem ser uma expert no assunto, percebo que há uma parte da sociedade que considera normal fazer uso de maconha, dentre outras drogas ilícitas. O que esses usuários não percebem é que esse tipo de consumo, alimenta o tráfico, que compra armas, que enriquece traficantes e marginaliza crianças e adolescentes que comercializam a droga entre o usuário e o traficante na grande maioria das vezes. 

É grande o número de assaltantes que cometem o crime para comprar entorpecentes. É grande também o número de intelectuais, classe média e alta da sociedade, considerada mais esclarecida (inteligente???) que fazem o uso e não percebem a responsabilidade que os cabe na sociedade a que pertencem.
Essa semana, fazendo uma pesquisa para um artigo da faculdade sobre Dependência Química, pude constatar com um profissional que atua na área, que o primeiro contato dos dependentes se dá com o álcool e a maconha. E isso, não é difícil de imaginar porquê!

Outro aspecto a ser considerado, para os altos índices de assalto é o elevado grau de consumismo gerado pela sociedade. A necessidade de se possuir o lançamento do tablet da marca X, o celular, o notebook... Tem saído do normal. Ás vezes, a compra é feita apenas para mostrar status e nem sempre para satisfazer uma necessidade coerente. Mas estou abordando isso, chamando atenção para o seguinte: Do mesmo modo que uma pessoa com condições deseja tal produto, o sem condições deseja também.  E essa ânsia por tal objeto é alarmante quando a compra de produtos roubados torna-se banal. Como assim? É simples! Muitos dos produtos roubados, são vendidos livremente. Muitas vezes compradas por pessoas "honestas" e desinformadas. Não responsabilizo apenas as autoridades competentes pela fiscalização,  ou melhor ausência de tal ato,  mas também o sujeito que compra e contribue para novos roubos, novos assaltos.

Um outro alerta e aí sim me reporto as autoridades brasileiras, é referente a Justiça. Ou ausência dela. A facilidade com que criminosos são soltos, a flexibilidade exacerbada da lei, a corrupção e falta de ética que vemos nos noticiários,  nos envergonha! 

Ao Estado, e não me refiro apenas ao Ceará, mas Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco... e outros com números crescentes de violência, pergunto: Onde estão as políticas públicas? Pensando sobre isso, é importante entender que os "marginais" de hoje, são as crianças de ontem. O que foi feito para elas no passado? Nesse sentido a responsabilidade também não compete aos governos passados? A impressão que tenho é que os atuais trabalham mais "apagando incêndios" do que planejando e executando ações eficazes. 

Eu ouço e vejo muita gente reclamando do despreparo e da falta de policiais nas ruas. Sobre isso, em se tratando do meu estado, eu volto meu pensamento para 10 anos atrás e penso que não tínhamos o número de policiais que temos hoje e chega a ser trágico perceber que aumentou o contigente da polícia e o índice de criminalidade também. 

O fato é que na minha opinião é uma utopia apontar o dedo para apenas um dos muitos culpados e se ausentar do papel de cidadão no sentido de fazermos a nossa parte. 

Eu deixo essa frase "fazermos a nossa parte" aos pais, responsáveis em apresentar a seus filhos os princípios morais e éticos que fortalecem o indivíduo na hora de dar um "não", seja para um brinquedo que insufle a violência,  seja para um filme com esse propósito,  seja para a droga ou para o egoísmo, tão presente em atos violentos. 

Fazermos a nossa parte em mostrarmos aos que consideram inofensivo o uso da maconha, sobre o que está por trás de quem fabrica e comercializa.

Fazermos a nossa parte em alertarmos sobre o perigo de se comprar produtos roubados ou com procedência duvidosa. Isso, me lembra um porteiro, de um prédio que trabalhei, que a cada 15 dias ou menos, exibia relógio de marca e celulares, com valores bem maiores do que o salário dele. 

Fazermos a nossa parte, no sentido de ajudarmos Instituições que trabalham pelo social e por comunidades que na maioria das vezes precisam muito mais do que "feijão e arroz". Precisam do entendimento do que são valores morais, princípios éticos, respeito e como nos ensinou Jesus, amor ao próximo.

Fazermos a nossa parte em valorizarmos a importância do voto, que no Brasil é facilmente corrompido, não apenas por dinheiro, mas também por favoritismos e cargos.

Fazermos a nossa parte em falarmos mais de paz. Em orarmos a Deus por esse momento que o mundo atravessa, dos falsos valores e conceitos deturpados.

Quandeo eu era criança, li um texto no meu livro da escola, que infelizmente não lembro e trazia a reflexão sobre o "Jeitinho Brasileiro". Me pergunto hoje, porque ele ainda não acabou e quando irá acabar?