sábado, 25 de maio de 2013

Como começou a educação no Brasil?



O ensino no Brasil passou por diversas mudanças e se passou muitos anos após a descoberta do Brasil para que houvesse alguma preocupação com relação à educação de crianças brasileiras. A afirmativa de André Burguière:

”[...] o futuro da história, o enriquecimento de seu saber não estão do lado das fontes inexploradas que ainda dormem no fundo dos arquivos, mas na capacidade praticamente infinita dos historiadores de interrogá-las”.
“Ou seja, está na capacidade de “saber olhar para bem registrar” a garantia do sucesso das ações realizadas pelo indivíduo, o que implica estar consciente do que se está iniciando, que, nesta etapa, são as memórias da educação escolar brasileira” BURGUIÈRE, A.

Explica que a história da nossa educação não se baseia apenas em livros ou registros deixados pelas sociedades passadas, mas também pela persistência de estudiosos em observar o que já foi construído nesse processo e que existe pelo esforço de se buscar entendimento nos fatos ocorridos através de discussões que agregam o saber que está além do descrito nas páginas pesquisadas, mas ver e entender o que está por trás do que já foi dito.
Mary Del Priore, historiadora com doutorado em História Social e pós-doutorado em História da América do Brasil, define em seu texto A infância como Construção Histórica – Séc XVI, XVII e XVIII que:

“A escola não vai  ter apoio no século XVIII e menos ainda no século XIX, em que a escola passa a ser sinônimo de uma escola de elite”. PRIORE, M.

O que nos remete a pensar que as dificuldades em se priorizar educação é um problema que atinge o país há muitos séculos e que a precariedade e a ausência de educação é um dos maiores desafios do país atualmente e quem sabe se não pelo modo como se iniciou.
A necessidade de se criar escolas, com o objetivo de educar crianças e catequizá-las, foi um dos principais papeis desempenhados pelos Jesuítas que fundavam escolas a cada igreja construída. O trabalho que não se baseava apenas nos índios, mas também com crianças abandonadas em Portugal, trazidas para o Brasil, recebiam educação e eram chamadas de “meninos língua”, por terem a facilidade de se comunicar com as crianças indígenas através da língua Tupi.
O ensino catequista dos jesuítas foi baseado na escola conservadora européia e tudo aqui era transmitido com seguindo à agenda educacional da Europa, com estudo de latim, clássicos e religião.
Com a reforma protestante no século XVI, a igreja católica enfrentou uma de suas maiores crises social e econômica, sob a liderança de Martinho Lutero que apoiado pela burguesia conseguiu enfraquecer o poder da Igreja. Em resposta a esse movimento surgiu a Contrarreforma, fortalecendo o poder do catolicismo através da supremacia do Papa e formação de padres em novos seminários depois do Concílio de Trento (1545-1563), dando força também para Inquisição, principalmente em Portugal e Espanha.
Como o Brasil foi colonizado por Portugal nesse período, os Jesuítas foram os responsáveis em desencadear o ideal da contrarreforma, fortalecendo a igreja católica e impedindo a propagação da religião protestante durante o período Brasil-colônia.
E por um período de 210 anos, a educação brasileira foi pautada no ensino jesuíta com a catequese de índios, filhos dos colonos e formando também novos sacerdotes e a elite intelectual, tendo o controle da moral e da fé dos primeiros habitantes.
Dentro desses anos, a catequese precisou adaptar-se as estruturas de ensino existentes, para que fosse possível atingir o objetivo e apesar da formação rígida dos jesuítas foi necessário por parte desses catequistas aprenderem a língua indígena e conhecer melhor a cultura aqui encontrada, tendo inclusive que “conquistar” a permissão dos chefes de tribos e do pajé, para executarem o ensino com as crianças indígenas, tendo como recursos a criação de uma gramática tupi, teatro, música, poesia e diálogos em verso, na tentativa de convertê-los a religião cristã e aos costumes da Europa, dominando índios e colonos aos interesses de Portugal.
Assim a catequese Jesuíta preparou os primeiros trabalhadores do Brasil, para os interesses da Igreja Católica e domínio político da Coroa Portuguesa, sendo úteis no desenvolvimento da Colônia. 
A primeira instituição de ensino criada no Brasil foi fundada no litoral a partir do ano de 1550 com a construção do Colégio dos Meninos de Jesus, onde sete meninos órfãos foram trazidos para aqui estudar e só em 1934 tivemos as primeiras universidades em São Paulo e Brasília!





quarta-feira, 6 de março de 2013

Adulto de hoje, criança de ontem!

Sempre que vejo a notícia de alguém que tenha desencarnado¹ com uso de drogas ou alcool, me pergunto quem foi essa pessoa quando criança, se era amado, ou melhor, sentia-se amado? E automaticamente lembro das crianças que conheço.

Triste pensar que o ser humano tenha oportunidade de escolher caminhos, cair e levantar, aprender consertando erros, viver e acabar por desistir de tentar ser feliz. Hj ao assistir a reprise de uma reportagem sobre o cantor Alexandre Abrão, Charlie Brown Jr, compreendi o quão sensivel era ele. Me emocionei ao vê-lo emocionado com uma fã em recuperação de um coma profundo, afirmar que o amava. Percebi uma simplicidade em meio a fama e o sucesso, que me chamou atenção. Óbvio que só os mais próximos realmente o conheciam e poderiam afirmar se estou certa na minha percepção. Enfim! O fato é que me veio diversos questionamentos a respeito da felicidade e do que realmente vale a pena. Esse cantor apresentava características de depressão, chegando a afirmar que sentia-se só em meio a multidão. E quantos não se sentem assim em meio as provações da vida. Associo esse pensamento a um vazio existencial, em que nada faz sentido, a não ser uma grande vontade de ser feliz. Vontade que o depressivo não percebe, porque a tristeza, a dor, o vazio, existe pela falta de algo, de significado, da necessidade natural do ser humano em sentir-se feliz.

As especulações é de que esse cantor estaria depressivo após o fim de um casamento. Ele seria co-dependente²? Quantas pessoas sofrem por esse motivo? E quantas rejeitam apoio psicologico ou psiquiatrico? E por que a ilusão de sanar o sofrimento momentaneamente com alcool e drogas?

Como eram os adultos depressivos durante a infância? Quem eram seus familiares? Do que gostavam de brincar? Tinham amigos? Recebiam afeto? Como se comportavam? Trago todas essas perguntas por entender que é na adolescência, logo após a infância, que a maioria das pessoas experimentam alcool ou drogas pela primeira vez, sem ainda não terem tido vivências que possam promover escolhas mais acertadas. Suscetíveis a mídia, aos modismos e a impulsividade da juventude, beneficiando os que enriquecem com esse consumo, escolhido durante um periodo de imaturidade.

Por isso e por muitos outros motivos é que defendo a causa de cuidarmos de nossas crianças! De ama-las, orienta-las e educa-las para serem f-e-l-i-z-e-s! Saberem fazer boas escolhas, levantarem-se diante das "quedas", tornarem-se adultos seguros e capazes de sentirem a felicidade em si mesmos! Defendo a leitura de livros que ajudam pais e educadores nas novas propostas da educação em meio a um mundo repleto de transformações, defendo a escolha de uma religião que transmita segurança nos momentos difíceis, seja qual for o momento na vida, defendo a substituição da "palmada" e do castigo pela assertividade e de momentos com lazer que fazem tanto bem a memória do ser humano na fase adulta! 

Adorava assistir o Snoopy na minha infância e a primeira vez que ouvi falar do Charlie Brown Jr. lembrei do personagem. Só hj soube que seu nome artístico era realmente uma referência ao personagem. Eu imaginava, mas nunca havia tido certeza!


 1. Desencarnar: abandonado a carne; passar para o mundo espiritual; morrer Disponível em: http://www.dicio.com.br/desencarnar/  Acesso em 06/03/2013
2. Codependência - Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3696.shtml  Acesso em 06/03/2013

sábado, 10 de novembro de 2012

Quer dizer que já raciocinamos desde a barriga da mamãe?



Observando as campanhas em prol da vida e contra o aborto, resolvi relatar um dos aspectos que considero mais importante sobre assunto: A vida intra-uterina!
Se acreditarmos em uma religião, entendemos que a vida é algo concedido por Deus. Se não, devemos ser contra o aborto, por quê?
No artigo III da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma-se que toda pessoa tem direito a vida e através da Ciência podemos obter informações sobre o desenvolvimento do feto em todo o período gestacional.
Pesquisas relacionadas através da Psicologia já descobriram que o feto responde as reações emocionais da mãe e que dependendo do nível de angústia e estresse pode acarretar traumas e diversos problemas de saúde. É certo que as emoções produzem substâncias químicas na corrente sanguínea pelo sistema nervoso materno que atravessa a placenta modificando bioquimicamente o ambiente de desenvolvimento do feto. Daí a importância de uma gravidez tranqüila e serena para a saúde dos dois. Sob este aspecto como se sente um feto de uma mãe angustiada diante da perspectiva de um aborto? Das mães viciadas? Das mães agredidas fisicamente ou verbalmente por pessoas que ama como cônjuges e familiares?
O que grande parte da sociedade desconhece é que um feto reage a estímulos, chupa o dedo, sorri, chora, boceja, soluça, alimenta-se do liquido amniótico regulando o volume de ingestão, escuta os sons maternos e paternos, dorme, acorda e sonha! Em 1998 a revista Época, edição 28, publicou uma matéria em que a psicanalista Joanna Wilheim, afirmou que através dos sonhos, o feto “memoriza, elabora e integra os dados sensoriais de sua experiência”. Segundo ela, ele se prepara desse modo para a realidade que enfrentará depois de nascer.
Algumas vezes ouço de mães reclamações quanto ao sono agitado do bebê, insônia e inquietude quando desperto. Pergunto como foi o período da gravidez e para esses casos até hoje não encontrei nenhuma que dissesse: foi muito tranqüila! A falta de dinheiro e problemas familiares são motivos de estresse das mães que vivem em extrema pobreza. Já as que possuem melhores condições financeiras, os problemas familiares também interferem bem como a agitação da vida urbana como trânsito e medo da violência, além da elevada carga horária no trabalho e seus problemas.
Diante da certeza que o feto possui uma vida psíquica, por que algumas pessoas ainda crêem que fazer aborto não é nada mais do que retirar um feto? E que esse feto não sentirá dor, sufocação e/ou desespero? Isso não é um fato isolado apenas de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. É grande o número de casos em países ricos, com pessoas intelectualmente preparadas. A que se atribui tal atitude?
Particularmente eu relaciono a ausência de sensibilidade. Algo relacionado a uma personalidade egocêntrica preocupada com o “eu” no primeiro momento, o que não quer dizer que esse indivíduo imaturo no modo de sentir, não possa adquirir um entendimento maior a cerca da vida posteriormente. É comum as mulheres arrependerem-se e traumatizarem-se depois do ato. O medo da reação familiar é um dos principais motivos de abortos praticados por adolescentes, retratando um contexto familiar autoritário ainda. O receio da situação financeira que uma criança possa ocasionar na vida de um casal ou a instabilidade da relação é o principal motivo nos adultos e tanto para eles como esses adolescentes, o medo do “futuro” é o motivo em comum.
O imediatismo, causado pela insegurança de algo que ainda não se sabe como irá se estabelecer ocasiona fatos como abortar um ser que sente, reage, pensa, mas que ainda não tem condições de se defender.




Referências: 


domingo, 21 de outubro de 2012

Filho é motivo de infelicidade entre casal?

Lendo a reportagem publicada pela Revista Época dessa semana, referente a mudança que a chegada de um bebê promove na vida de um casal, escrevo aqui sobre minha opinião a respeito, buscando trazer aos leitores uma certa compreensão sobre o assunto.

Já ouvi  frases como "trabalho dobrado, alegria dobrada", ou triplicada... referente a pais de gêmeos. É certo que uma criança requer cuidados e atenção, principalmente os recém-nascidos, que dirá dois ou três. Para a mulher, as mudanças já ocorrem deste o início da gestação com a transformação do corpo e da mente, que traz a tona anseios, dúvidas e emoções próprias da maternidade. Para o homem essas ocorrências acontecem de modo mais pontual e restringe-se ao seu psicológico. O fato é que a mudança acontece e tem trazido discussões como depressão pós-parto, separação de casais, insatisfação pessoal e o despreparo dos pais.

A reportagem aborda o fato de muitas mães reclamarem do "cansaço, estresse e isolamento social" ocasionados pela chegada do bebê e me pergunto: Quais eram as reclamações dos meus avós paternos, que tiveram sete filhos? E os maternos que tiveram doze? Esse assunto me trouxe uma sequência de questionamentos: Se hoje há uma série de mecanismos que facilitam os cuidados, por que tantas reclamações? Fraldas descartáveis, chaleiras que apitam quando a água ferve, babás eletrônicas, lenços umedecidos, diversos tipos de pomadas para assaduras, travesseiros de apoio para amamentação, shoppings e supermercados com fraldários, planos de saúde, uma melhoria no SUS (comparado com 30 anos atrás ou mais) e um maior número de hospitais infantis, livros e sites especializados. ONGs e Instituições para mães carentes... Por que é mais difícil hj? Quem mais reclama? Os casais com poucas condições financeiras ou os de melhores condições?

Bom, será que o problema está na chegada de um filho ou no modo como se quer viver no mundo com um filho? Hj a mulher tb trabalha e participa das despesas domésticas tanto quanto o homem. A sociedade mudou a estrutura familiar, a quantidade de filhos diminuiu na maior parte do mundo e o que se pensava ser um motivo de realização para um casal, tem sido alvo de insegurança, onde alguns casais optam por não terem filhos pelo receio do que essa mudança possa ocasionar em suas vidas.

A mídia, o consumismo e os novos interesses sociais, permeiam o mundo da mulher atual, influenciando no entendimento de como se satisfazer dentro de um perfil ditado pelo novo modelo social.

A minha crítica está na responsabilidade atribuída a criança que chega, já que “esse certo grau de infelicidade” pode estar associado a outros fatores, como: vício de queixas e lamentações, ausência de planejamento familiar, inexistência de diálogo entre o casal, valores morais e a resistência aos diversos tipos de mudança, que nesse caso seria o amadurecimento que a maternidade e a paternidade resultam.

Por isso a minha dica pra quem está enfrentando esse tipo de conflito é a percepção do amor que um filho promove. É o exercício da reflexão a cerca do que realmente importa e na capacidade de doação que existe naturalmente no ser humano, exemplificado na relação entre pais e filhos.


Referência:

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/10/filhos-e-felicidade.html, acesso em: 21out. 2012









  


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Desde 2007 realizo uma campanha no meu aniversário para ajudar alguma instituição na doação de brinquedos ou artigos infantis. Esse ano farei diferente porque graças a Deus, muitos amigos estão participando de campanhas semelhantes e quero ajudar na divulgação de todas!

Meu presente esse ano, será um depoimento por email, no meu perfil do facebook, meu blog ou por telefone sobre algo que vocês possam realizar por uma criança no dia 12/10! Um sorvete, um convite ao cinema, uma pipoca, um jogo de bola, uma brincadeira de boneca, a leitura de um livro, a contação de uma história, seja seu tempo ou algo que possa doar para alguma criança, eu ficarei extremamente feliz em saber!

Por ter nascido no mês da criança, sinto uma grande satisfação em lembrar como elas são sinceras na troca de sentimentos e contagiantes no riso, nos mostrando o quanto viver é simples!




Crianças Índigo! Como assim?

Pesquisando sobre o que vem a ser uma criança índigo, compreendi que o mais importante é não rotula-las.

Precisamos ter o cuidado em como diferencia-las e acima de tudo em conhece-las!

Será coincidência o grande número de crianças com comportamentos tão semelhantes em todas as partes do mundo? Se compararmos o comportamento de uma criança há 30, 40 anos atrás ou mais, com as das últimas duas décadas e desta última principalmente, podemos observar "pequenos-grandes" inteligentíssimos, cheios de determinação e coragem (enfrentam e questionam os adultos surpreendentemente), dóceis, curiosos e muito inquietos. Quem hj não conhece uma criança com dificuldade de silenciar e concordar com uma negativa? Um simples "não" precisa ser justificado, explicado em vez de imposto. Sensíveis, possuem uma empatia natural aos problemas humanos. Criativos e dotados de imaginação, alguns ingressam facilmente no mundo das artes, seja música, dança, pintura, artes cênicas e na maioria das vezes todas elas. Todas? Sim! Para todo índigo, a busca em conhecer e aprender é primordial.

De acordo com Nancy Ann Tappe, autora do livro Understanding Your Life Through Color (Entendendo sua vida através da cor), há quatro tipos de índigos: Os Humanistas, extremamente sociavéis e preocupados com as desigualdades sociais; Conceituais, preferem projetos à pessoas; Artísticos, ligados as artes e a criatividade e os Interdimensionais, voltados para religiosidade. Todos com características em comum, mas com especificações no modo de se relacionar com o mundo, que pretendo abordar com mais profundidade em outras postagens, pela imensa quantidade de informações que essa temática sugere.

De tudo que ando lendo e pesquisando sobre esses pequenos líderes, é certo que todos possuem a missão de trazer mudanças progressivas ao planeta e a pergunta é como podemos ajuda-los? Primeiramente conhecendo-os, entendendo suas personalidades. Educar uma criança nos dias de hoje, tornar-se uma tarefa desafiadora e estimulante, sendo atualmente motivos de discussões em todos os núcleos sociais, a respeito de um novo formato na Educação, não apenas em instituições de ensino, mas principalmente no contexto familiar, onde a maioria das pessoas tem se perguntado sobre o que está acontecendo com esses pequeninos, que quando querem algo fazem e acontecem, que aprendem com uma facilidade extraordinária tudo o que lhe é transmitido a sua volta, principalmente a linguagem e as escolhas. Que além de aprenderem, ensinam! Ensinam adultos a pensarem no mais simples para atingirem o mais complexo, trocando palavrinhas como castigo por disciplina, mentira por verdade, insensatez por sabedoria e o real significado da palavra paciência e respeito.

Experimentem trata-las como adultos e perceberão um olhar revelador a cerca de quem somos diante desses seres mais evoluídos, que aceito como crianças índigo pela facilidade em compreende-las e educa-las!

Referência: CARROL, L e J, TOBER. Crianças Índigo. São Paulo: Butterfly, 2005.