Para a grande maioria das pessoas, Educação nada mais é do que ensinamentos, aprendizagem escolar e instituições vinculadas ao tema. Penso diferente! Educação é formar um ser humano naquilo em que ele deve ser, afinal trata-se de pessoas com capacidade de raciocinar, sentir, transformar.
Diante disso, tenho verificado um grave problema nas instituições que atuam na área: Profissionais sem a visão de importância do seu papel como educador. Gosto do pensamento de Jung que diz: "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana". Ele se referia aos psicólogos, mas creio que possa muito bem ser aplicado a médicos, enfermeiros, babás ou qualquer outro tipo de profissional que trabalhe com crianças, jovens, adultos e idosos, principalmente professores que trabalham com crianças! Por que reforço isso? Porque são os mais indefesos. Um jovem, adulto e mesmo um idoso bem debilitado, percebe rapidamente quando são maltratados e por mais sincera que seja uma criança, isso nem sempre é percebido por eles diante de pressões e agressões psicológicas.
Um bebê e uma criança quando maltratada, pode indicar repúdio ante o agressor. Mas quando se trata de instituição de ensino, isso é mais complexo do que se imagina. Os pais entregam seus filhos nas escolas, com o sentimento de que ali é o lugar ideal para que passem horas de suas vidas. Exemplo disso a crescente escolha pelo ensino integral. Pensando assim, imagino que uma criança chegando às 7:00 hs e saindo às 17:00 e ás vezes 18:00 hs por 5 dias consecutivos, passa mais horas no ambiente escolar do que com a família, considerando a necessidade mínima de 8 horas de sono. Nesse sentido, esses pais acreditam no ambiente seguro, com regras definidas, espaço para sociabilização, aprendizagem sob muitos aspectos, boa alimentação, profissionais preparados... Ops! Preparados? Será mesmo?
Qual o nível de paciência e tolerância de um profissional que trabalha com 20 crianças ao mesmo tempo? Sabemos que os castigos corporais foram abolidos das instituições de ensino no Brasil e na maioria delas as variadas formas de castigo também. Atualmente as faculdades orientam atividades lúdicas, métodos e técnicas pesquisadas, como meio de adquirir conceito de regras e disciplina.
O problema é que alguns profissionais ainda não absorveram essa ideia, cada vez mais crescente como modo de educar e parecem saidos da década de 80, pulando para 14 anos após o início do século XXI, como que perdidos em meio a crianças altamente ativas, com pensamento crítico de tudo, parecendo pequenos anões diante do mundo tecnológico e globalizado que as cercam. Quem são esses profissionais? São aqueles que só se preocupam com o conteúdo a ser passado, que se utilizam do fato de serem "autoridade" dentro da sala para ameaçar e agredir psicologicamente uma criança como forma de "educa-la" (puni-la!). São pessoas que não possuem uma das principais características de um bom profissional, em qualquer área: Empatia! ou seja, capacidade de se colocar no lugar do outro.
Ainda existe profissional assim? Mais do que imaginamos. De onde eles surgem? Da vida. Da opção que tiveram em ser professores, como profissão mais acessível e não por gostarem de crianças ou do ato de ensinar. Da fuga da sala de aula, como ouço de muitos pedagogos, tornando-se gestores para o prazer de comandar uma área que tiveram pouca vivência. Das frustrações que possuem na vida, liberando-as em crianças que são obrigadas a fazer silêncio diante da leitura de um texto lido ás 16:30, de modo cansativo, tornando-o desinteressante tanto para quem ouve, como para quem lê. A desatenção é assim considerada falta de respeito, bem como tantos outros conteúdos que precisam ser apresentados, mesmo que não seja útil para sua formação. Isso quando as crianças não são facilmente "diagnósticadas" prematuramente por pessoas sem o menor conhecimento de patologias, como dislexia, discalculia, TDAH e etc. E quando diagnósticadas, imediatamente medicadas, sob o efeito de substâncias como a ritalina, que pra quem não sabe foi utilizada na segunda guerra mundial.
Isso significa dizer que devemos ser sempre compreensivos e "bonzinhos" com nossos alunos? Nada disso! É preciso diferenciar o significado de ser autoritário e ter autoridade. É preciso saber dizer "não", sem humilhar, sem desespero, com firmeza e acima de tudo clareza nos "porquês" dos "nãos". Isso é um tema que requer outro texto, mas posso resumir dizendo que, um professor ao assumir uma sala de aula nos dias de hoje, já sabe as características possíveis do comportamento de uma criança. Sabe que aos 2 e 3 anos eles irão imitar o comportamento dos colegas, que irão se utilizar de uma fala egocêntrica, que podem morder, como meio de se comunicar. Sabem que aos 4 e 5 anos a capacidade de concentração é de no máximo 40 minutos e que a imaginação é muito fértil. Sabem que aos 7 irão começar a formar grupos, que possuem maior vocabulário e capacidade de compreensão, discussão e enfrentamento de situações emocionais... Enfim, para cada idade há pesquisas que nos ajudam a conhecer nossas crianças e nesse caso, pergunto, por que não evitar aulas entediantes e os gritos em sala de aula? Por que não fazer uso das tecnologias disponíveis? Por que não buscar ajuda psicológica ante o stress?
Duas palavras resumem a necessidade dos alunos nos dias de hoje: Criatividade e motivação.
Se por lei é um crime agredir psicologicamente um profissional, considerado isso Assédio Moral, que nome eu posso dar a um professor que se utilizar do medo, como meio de conseguir controle de crianças durante a aula? Como defino um professor que expõe uma dificuldade de aprendizagem de uma criança ante outras crianças? O que fazer diante de pais desavisados que até pedem para que o professor seja severo com seus filhos? Por que o pensamento retrógrado de que o professor manda e deve ser obedecido ainda persiste em nossas escolas?
Fontes: Disponível em: http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/professores-sim-carrascos-nao.htm acesso 22/03/2014
Prazeres, M.F. A urgência de uma educação mais humana e cidadã. Revista Construir. Recife, dezembro 2011.
Por acreditar que Educação é a chave de transformação do mundo para melhor, abordarei assuntos de interesse a todos que tem ou já tiveram contato com crianças e adolescentes, mostrando que somos todos responsavéis pela construção de uma nova sociedade! Kelzer Albuquerque
sábado, 22 de março de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
Doces recordações!
Lendo os textos da Formação Pedagógica da Escola Jacira Lima, tive o contentamento de reviver memórias do meu passado que me trazem doces recordações da infância e de uma das minhas amadas da família.
Os textos referem-se a importância da contação de história para a formação emocional e cognitiva do ser humano, enfatizando também as diferenças entre lê-las e conta-las. Os significados atribuídos na imaginação durante uma contação de história, agregam forte aprendizado no desenvolvimento do ser durante o período da infância. As consequências em se reprimir a imaginação nessa fase, podem trazer a um indivíduo dificuldades em controlar os impulsos na vida adulta. O ato de contar história desenvolve nas crianças, aspectos emocionais que formam e traduzem as mais diferentes emoções.
Minha prima Jéssica, aos 3 anos de idade (hj com 22 anos) ao passar uma tarde comigo, me mostrou o quanto uma história pode nos trazer as mais variadas emoções. Para ela não chorar pela ausência da minha tia que havia saído, eu comecei a contar a história da Branca de Neve, que eu ouvi na minha infância. Ela atenta a todos os detalhes enquanto eu contava, me olhava fixamente, fazia perguntas, me fazendo entender que ela estava gostando da minha história. Tal foi a minha surpresa, quando eu disse: "... e então a Branca de Neve caiu desmaiada. Quando os anões chegaram e a viram no chão se assustaram, mas não conseguiram acorda-la e muito tristes, começaram a chorar...", e ela também começou a chorar! Chorava dizendo que queria que a Branca de Neve acordasse.
Eu fiquei aflita! E agora? O objetivo era não faze-la chorar, rsrsrs. Hoje rimos dessa situação, mas no dia?! Passei um sufoco! Bom, o fato é que hoje, enquanto comemoro seu aniversário, morro de saudade desse dia! rsrsrs
Um dos aspectos mais relevantes da infância é a capacidade de fazer de conta, estando associada ao desenvolvimento intelectual, incluindo a linguagem corporal. Ao imaginar, a criança elabora em sua linguagem, as relações com o meio em que vive e a consciência de si, articulando expressões corporais e o desenvolvimento cognitivo, social e emocional.
Assim, ao contarmos uma história, estimulamos a linguagem através da imaginação, estabelecendo um vínculo entre o que a criança vê, ouve, sente e compreende, proporcionando estímulos que ajudam tanto no processo de aprendizagem, como de desenvolvimento.
Os textos referem-se a importância da contação de história para a formação emocional e cognitiva do ser humano, enfatizando também as diferenças entre lê-las e conta-las. Os significados atribuídos na imaginação durante uma contação de história, agregam forte aprendizado no desenvolvimento do ser durante o período da infância. As consequências em se reprimir a imaginação nessa fase, podem trazer a um indivíduo dificuldades em controlar os impulsos na vida adulta. O ato de contar história desenvolve nas crianças, aspectos emocionais que formam e traduzem as mais diferentes emoções.
Minha prima Jéssica, aos 3 anos de idade (hj com 22 anos) ao passar uma tarde comigo, me mostrou o quanto uma história pode nos trazer as mais variadas emoções. Para ela não chorar pela ausência da minha tia que havia saído, eu comecei a contar a história da Branca de Neve, que eu ouvi na minha infância. Ela atenta a todos os detalhes enquanto eu contava, me olhava fixamente, fazia perguntas, me fazendo entender que ela estava gostando da minha história. Tal foi a minha surpresa, quando eu disse: "... e então a Branca de Neve caiu desmaiada. Quando os anões chegaram e a viram no chão se assustaram, mas não conseguiram acorda-la e muito tristes, começaram a chorar...", e ela também começou a chorar! Chorava dizendo que queria que a Branca de Neve acordasse.
Eu fiquei aflita! E agora? O objetivo era não faze-la chorar, rsrsrs. Hoje rimos dessa situação, mas no dia?! Passei um sufoco! Bom, o fato é que hoje, enquanto comemoro seu aniversário, morro de saudade desse dia! rsrsrs
Um dos aspectos mais relevantes da infância é a capacidade de fazer de conta, estando associada ao desenvolvimento intelectual, incluindo a linguagem corporal. Ao imaginar, a criança elabora em sua linguagem, as relações com o meio em que vive e a consciência de si, articulando expressões corporais e o desenvolvimento cognitivo, social e emocional.
Assim, ao contarmos uma história, estimulamos a linguagem através da imaginação, estabelecendo um vínculo entre o que a criança vê, ouve, sente e compreende, proporcionando estímulos que ajudam tanto no processo de aprendizagem, como de desenvolvimento.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Exemplo!
No fim da semana passada, um grande exemplo de
ser humano deixou a terra. Nelson Mandela, trouxe sua contribuição para
transformação do mundo, trabalhando por justiça social, igualdade entre os
povos e principalmente contra a discriminação racial.
Considero importante que pais e
educadores divulguem seus discursos, para que permaneçam incentivando futuras
gerações a pensarem em uma vida mais digna e justa socialmente.
Dentre suas falas, duas me chamam
bastante atenção:
"A paz não é
simplesmente a ausência de conflito, a paz é criação de um entorno em que todos
possamos prosperar, independentemente de raça, cor, credo, religião, sexo,
classe, casta ou qualquer outra característica social que nos distinga. A
religião, as características étnicas, o idioma e as práticas sociais e
culturais são elementos que enriquecem a civilização humana, que se somam à
riqueza de nossa diversidade. Por que deixar que se convertam em causa de
divisão e violência? Estaríamos degradando nossa humanidade comum se
permitirmos que isso ocorra". (Nova Délhi, Índia, 31 de
janeiro de 2004)
“ A educação é
a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”
Sobre a paz, essa é uma das falas mais
enriquecedoras que eu já li. Estar em paz, não significa apenas não brigar, não
discutir, mas um estado interno de esperança, de fé em que tudo pode dar certo.
E em seu exemplo, ele engloba tudo que permite a união entre os povos e a
importância de não fazermos da religião, etnia, idioma e práticas sociais, motivos
de conflitos.
Referente a educação, essa é na minha opinião uma das brilhantes falas sobre o assunto. As pessoas precisam conscientizarem-se
que através do saber a vida ganha formas, novos rumos, construindo em torno de
todos as mudanças almejadas por todos que buscam um mundo melhor.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Os processos avaliativos são eficazes no meio educacional?
Pesquisas apontam que a nossa memória retém 90% do que fazemos, 70% do que falamos, 50% do que vemos e escutamos, 30% do que vemos, 20% do que ouvimos e 10% do que lemos. Isso me traz a reflexão: o sistema de ensino é eficiente ao aprendizado? A maioria das instituições utiliza como método aulas onde um professor fala enquanto o aluno ouve e apenas 20% de todo esse falatório será memorizado? Bom, isso dependerá também do professor utilizar novas tecnologias em suas aulas, apresentar vídeos e do esforço do aluno em rever o conteúdo.
O que pensar então do período de provas, ENEM, vestibulares e concursos? Esses processos avaliativos são eficazes para medir a capacidade de um aluno? No último fim de semana presenciei minha prima chegando de um vestibular visivelmente cansada, física e psicologicamente. Foram 4 horas de provas pela manhã e 4 horas de provas a tarde. Fico me perguntando se as avaliações foram capazes de medir tudo que ela estudou durante o ano. E pior, é possível avaliar através de uma ou mais provas se o aluno tem aptidão para exercer determinada profissão?
Tenho visto no mercado de trabalho, profissionais insatisfeitos, pessoas exercendo funções incompatíveis com suas capacidades e muita gente competente que poderia estar ocupando alguma vaga mais apropriada com suas competências. Há médicos que estudaram em excelentes colégios, sempre foram estudiosos, passaram no vestibular, mas não possuem o menor trato com as pessoas.Há psicólogos que parecem mais técnicos das teorias e abordagens utilizadas, do que propriamente um profissional que trabalha com vidas humanas. Há professores que escolheram a profissão pela "facilidade" em ingressar no ensino superior, mas que não possuem paciência para ensinar e há advogados sem nenhuma habilidade para área, mas que sempre foram bons alunos tiraram boas notas e por isso passaram no vestibular, no ENEM, na OAB... Controverso!
Há também muitos outros que poderiam ser excelentes médicos, enfermeiros, advogados, psicólogos, professores ou algum outro tipo de profissional, se tivessem seguido o padrão do sistema e tirado boas notas, se "matado" de estudar para conseguir a tão sonhada vaga na universidade.
Mas o aluno deve sempre estudar para tirar boas notas! O que há de errado, então? Os processos avaliativos! São eles que estão errados.
E isso desde o ensino fundamental. A impressão que tenho é que o sistema de ensino desconhece que alunos são serem humanos, trazem para as instituições de ensino a bagagem cultural, social e pessoal que enfrentam em suas vidas. As emoções são próprias de cada ser e isso é preciso ser visto, respeitado e analisado no processo de aprendizagem. O período de provas e trabalhos é cansativo, desgastante. Compromete o aprendizado. Se a nossa memória atua com algumas porcentagens para memorizar informações, como será que ela funciona em momentos de estresse? A pressão psicológica da família, da sociedade, da escola para que um aluno passe no ENEM, em minha opinião é altamente agressivo para a estrutura emocional de quem está buscando uma oportunidade. Os riscos de frustração (não são todos que sabem lidar com isso), de ansiedade crônica, baixa auto-estima, distúrbios do sono, distúrbios alimentares e doenças como crises de enxaquecas ou gastrite são exemplos das conseqüências que um estudante pode obter nesse período.
Eu já ouvi muito essa frase: "Fique tão nervoso (a) que esqueci tudo". Os que dizem isso, não estavam seguros o suficiente para passar. E isso não quer dizer que não tenham estudado, pelo contrário, estudaram muito, mas o medo de frustrar os pais, a escola, os amigos e a si mesmo, geram esse nervosismo. Quantos bons profissionais desistiram de um sonho profissional e escolheram outra profissão pelo cansaço das tentativas?
Esse medo também acontece no ensino fundamental e médio. O período de avaliações causa o mesmo estresse emocional e também pode gerar problemas de saúde. O problema está em se avaliar um aluno, pensando apenas no melhor para a instituição. Por que as avaliações não são feitas ao longo do semestre em vez de apenas no final. Por que precisa sempre ser feita por meio de provas, enquanto há trabalhos, apresentações e atividades lúdicas que poderiam substituir esses processos, em vez de apenas contar pontos ou somar a nota? Por que os vestibulares ou ENEM não poderiam ser feitos em dois finais de semana e os alunos escolherem se gostariam de fazer ou não a redação ou determinada disciplina, como acontece com as línguas estrangeiras?
Bom, o que percebo é que algo precisa ser mudado! E esse excesso de informações revistas, pensando em melhores condições de aprendizagem para o aluno.
O que pensar então do período de provas, ENEM, vestibulares e concursos? Esses processos avaliativos são eficazes para medir a capacidade de um aluno? No último fim de semana presenciei minha prima chegando de um vestibular visivelmente cansada, física e psicologicamente. Foram 4 horas de provas pela manhã e 4 horas de provas a tarde. Fico me perguntando se as avaliações foram capazes de medir tudo que ela estudou durante o ano. E pior, é possível avaliar através de uma ou mais provas se o aluno tem aptidão para exercer determinada profissão?
Tenho visto no mercado de trabalho, profissionais insatisfeitos, pessoas exercendo funções incompatíveis com suas capacidades e muita gente competente que poderia estar ocupando alguma vaga mais apropriada com suas competências. Há médicos que estudaram em excelentes colégios, sempre foram estudiosos, passaram no vestibular, mas não possuem o menor trato com as pessoas.Há psicólogos que parecem mais técnicos das teorias e abordagens utilizadas, do que propriamente um profissional que trabalha com vidas humanas. Há professores que escolheram a profissão pela "facilidade" em ingressar no ensino superior, mas que não possuem paciência para ensinar e há advogados sem nenhuma habilidade para área, mas que sempre foram bons alunos tiraram boas notas e por isso passaram no vestibular, no ENEM, na OAB... Controverso!
Há também muitos outros que poderiam ser excelentes médicos, enfermeiros, advogados, psicólogos, professores ou algum outro tipo de profissional, se tivessem seguido o padrão do sistema e tirado boas notas, se "matado" de estudar para conseguir a tão sonhada vaga na universidade.
Mas o aluno deve sempre estudar para tirar boas notas! O que há de errado, então? Os processos avaliativos! São eles que estão errados.
E isso desde o ensino fundamental. A impressão que tenho é que o sistema de ensino desconhece que alunos são serem humanos, trazem para as instituições de ensino a bagagem cultural, social e pessoal que enfrentam em suas vidas. As emoções são próprias de cada ser e isso é preciso ser visto, respeitado e analisado no processo de aprendizagem. O período de provas e trabalhos é cansativo, desgastante. Compromete o aprendizado. Se a nossa memória atua com algumas porcentagens para memorizar informações, como será que ela funciona em momentos de estresse? A pressão psicológica da família, da sociedade, da escola para que um aluno passe no ENEM, em minha opinião é altamente agressivo para a estrutura emocional de quem está buscando uma oportunidade. Os riscos de frustração (não são todos que sabem lidar com isso), de ansiedade crônica, baixa auto-estima, distúrbios do sono, distúrbios alimentares e doenças como crises de enxaquecas ou gastrite são exemplos das conseqüências que um estudante pode obter nesse período.
Eu já ouvi muito essa frase: "Fique tão nervoso (a) que esqueci tudo". Os que dizem isso, não estavam seguros o suficiente para passar. E isso não quer dizer que não tenham estudado, pelo contrário, estudaram muito, mas o medo de frustrar os pais, a escola, os amigos e a si mesmo, geram esse nervosismo. Quantos bons profissionais desistiram de um sonho profissional e escolheram outra profissão pelo cansaço das tentativas?
Esse medo também acontece no ensino fundamental e médio. O período de avaliações causa o mesmo estresse emocional e também pode gerar problemas de saúde. O problema está em se avaliar um aluno, pensando apenas no melhor para a instituição. Por que as avaliações não são feitas ao longo do semestre em vez de apenas no final. Por que precisa sempre ser feita por meio de provas, enquanto há trabalhos, apresentações e atividades lúdicas que poderiam substituir esses processos, em vez de apenas contar pontos ou somar a nota? Por que os vestibulares ou ENEM não poderiam ser feitos em dois finais de semana e os alunos escolherem se gostariam de fazer ou não a redação ou determinada disciplina, como acontece com as línguas estrangeiras?
Bom, o que percebo é que algo precisa ser mudado! E esse excesso de informações revistas, pensando em melhores condições de aprendizagem para o aluno.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Quais os valores da juventude na atualidade?
Notícias tristes ocorrem diariamente nos noticiários e internet, mas jovens suicidando-se chamam muito a minha atenção. Nas últimas semanas duas jovens se suicidaram por motivos semelhantes. Uma porque um vídeo dela praticando sexo com um casal de amigos circulou no whatsapp. A outra, porque possivelmente um ex-namorado com raiva, publicou fotos dela nua, nas redes sociais. Ele estaria com raiva porque ela estava com outro. Muitos pontos perpassam meus pensamentos... O primeiro deles é: quais os valores dessa geração? Como estão sendo educados? Seria ousadia e até falta de respeito da minha parte responsabilizar os pais pelo suicídio de ambas, até porque suicídio é uma atitude que parte da vontade do próprio ser e não sabemos como elas foram educadas. De modo geral, todos sabem que no período da adolescência muitas crises e alterações de comportamento podem ocorrer. Muitos enfrentam momentos de rebeldia e assim como as crianças, o período exige limites. Eles ainda não possuem experiências suficientes para enfrentar os desafios que encontramos quando adultos. Nessa fase a sexualidade é algo a ser descoberto, não me refiro ao sexo propriamente dito, mas as situações que envolvem o assunto. As emoções, as sensações e o desejo despertam pararelamente a insegurança, a inexperiência e muitos outros conflitos. O que fazer?
A família é o ponto fundamental para uma boa formação da personalidade. Eu digo sempre que é em casa que o indivíduo deve aprender a ser uma pessoa de bem, a entender o princípio de honestidade, a conhecer quem é Deus, o que representa Jesus para humanidade. O acolhimento familiar nos ensina a sermos fortes e a saber enfrentar desafios. Eu costumo dizer sempre para as mães do grupo de gestantes do qual sou voluntária, que é importante ensinarem os filhos a conversar com Jesus, diariamente! Percebo que nos dias de hoje, há uma política nas famílias de deixar os jovens livres para escolherem o que querem fazer, ser. Resultado da educação repressora do passado. É importante que haja um meio termo. O que ocorria no passado era imposição, atualmente é preciso haver educação. Educar significa dar o exemplo, primeiramente! Falar a verdade, reconhecer erros, dialogar e o mais importante dar amor. Não basta amar e imaginar que o(a) filho (a) descubra ou saiba disso por si, é preciso cuidar, fazer demonstrações de amor. Há pessoas que tem dificuldades de dizer que ama, então demonstre! Convide seu filho para um passeio a dois, escolha um dia para ver fotos antigas e rirem juntos, assistam um filme e desconstrua o que achar errado, brinquem, conheça os (as) amigos (as) dele ou dela. Apresentem valores sociais aos seus filhos! Visitem um hospital de crianças com câncer, um orfanato, um asilo de idosos. Digam o que pensam a respeito do comportamento de alguns artistas e pessoas famosas, procurem debater sobre o assunto e não impor sua opinião, assim vc saberá o que ele acha a respeito, além de passar a sua. Os pais não tem ideia do quanto as opiniões deles são importantes aos filhos e acreditem, mesmo que naquele momento eles não os levem a sério, um dia entenderão, afinal de contas não foi assim também com eles?
Voltando ao exemplo das jovens, o segundo ponto é referente a mídia e as redes sociais. Eu estava na academia há algumas semanas e vendo a TV por volta de 17h30, do qual passava um programa voltado para adolescentes naquele horário. Os jovens estavam em uma festa a fantasia e uma das personagens vestida de diabinha dançava sensualmente, mas assim, sensualmente mesmo! Na hora pensei nas minhas primas ainda crianças, estariam elas assistindo? Algum adulto estaria por perto para explicar que aquele comportamento é desnecessário? É bom que todos saibam que as pessoas se sentem atraídas fisicamente por alguém, mas é a personalidade e o comportamento que darão sentido a relação. E aí, lendo sobre as jovens suicidas pensei onde e se a primeira delas havia assistindo filmes eróticos e sentido vontade de praticar. Pensei na segunda jovem ter se deixado fotografar para satisfazer o namorado. E por último pensei, na facilidade que as pessoas tem em compartilhar imagens e vídeos de conteúdo irrelevante. Sabe aquele ou aquilo que nada agrega na vida da gente? E se fosse seu filho (a), irmão (a), primo (a)...
O terceiro aspecto é referente aos homens. Pq ao compartilharem o vídeo, "o feio" fica só para as meninas? Quer dizer que ir pra cama com duas, demonstra virilidade? O menino, no caso, não é ridicularizado? E se fosse um homem, seria? Também to aqui pensando se estariam sóbrios. Teriam bebido algo? Por que em pleno século XXI a sociedade ainda considera algumas atitudes normais para os homens e anormais para as mulheres? Na outra situação, se ficar comprovado que foi o ex-namorado que postou as fotos, acredito que tenha feito isso por vingança. Mas vingança de que mesmo? Ela seria obrigada a ficar com ele? Não poderia se apaixonar por outro? Digo e repito, é preciso ensinar as pessoas que na vida há perdas e ganhos. O indivíduo que acha que tudo gira em torno de si, fica transtornado quando isso não acontece e isso vale para crianças, jovens e adultos, independente de ser homem ou mulher. Já ouvi tanta história de mulher que rasga roupa do marido quando ele a deixa, de homem que mata a esposa e vice-versa. Precisamos conhecer nossas emoções.
E por último o suicídio. Não posso perder a oportunidade de dizer que trata-se de um crime aos olhos de Deus! A vida é uma oportunidade. Nesse momento, milhares de pessoas lutam em hospitais para viverem um pouco mais. Destruir a nossa é um desrespeito. Além disso o suicida leva consigo sequelas para outras encarnações e ao cometer o ato descobrem que a vida não se rompe com a "morte", tão pouco os problemas.
Segue o link dos sites sobre as reportagens:
http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/jovem-piauiense-anuncia-morte-pelo-twitter-apos-video-intimo-sair-no-whatsapp-12925.html
http://www.sidneyrezende.com/noticia/220283+menina+se+suicida+depois+de+rapaz+vazar+fotos+intimas+na+internet
A família é o ponto fundamental para uma boa formação da personalidade. Eu digo sempre que é em casa que o indivíduo deve aprender a ser uma pessoa de bem, a entender o princípio de honestidade, a conhecer quem é Deus, o que representa Jesus para humanidade. O acolhimento familiar nos ensina a sermos fortes e a saber enfrentar desafios. Eu costumo dizer sempre para as mães do grupo de gestantes do qual sou voluntária, que é importante ensinarem os filhos a conversar com Jesus, diariamente! Percebo que nos dias de hoje, há uma política nas famílias de deixar os jovens livres para escolherem o que querem fazer, ser. Resultado da educação repressora do passado. É importante que haja um meio termo. O que ocorria no passado era imposição, atualmente é preciso haver educação. Educar significa dar o exemplo, primeiramente! Falar a verdade, reconhecer erros, dialogar e o mais importante dar amor. Não basta amar e imaginar que o(a) filho (a) descubra ou saiba disso por si, é preciso cuidar, fazer demonstrações de amor. Há pessoas que tem dificuldades de dizer que ama, então demonstre! Convide seu filho para um passeio a dois, escolha um dia para ver fotos antigas e rirem juntos, assistam um filme e desconstrua o que achar errado, brinquem, conheça os (as) amigos (as) dele ou dela. Apresentem valores sociais aos seus filhos! Visitem um hospital de crianças com câncer, um orfanato, um asilo de idosos. Digam o que pensam a respeito do comportamento de alguns artistas e pessoas famosas, procurem debater sobre o assunto e não impor sua opinião, assim vc saberá o que ele acha a respeito, além de passar a sua. Os pais não tem ideia do quanto as opiniões deles são importantes aos filhos e acreditem, mesmo que naquele momento eles não os levem a sério, um dia entenderão, afinal de contas não foi assim também com eles?
Voltando ao exemplo das jovens, o segundo ponto é referente a mídia e as redes sociais. Eu estava na academia há algumas semanas e vendo a TV por volta de 17h30, do qual passava um programa voltado para adolescentes naquele horário. Os jovens estavam em uma festa a fantasia e uma das personagens vestida de diabinha dançava sensualmente, mas assim, sensualmente mesmo! Na hora pensei nas minhas primas ainda crianças, estariam elas assistindo? Algum adulto estaria por perto para explicar que aquele comportamento é desnecessário? É bom que todos saibam que as pessoas se sentem atraídas fisicamente por alguém, mas é a personalidade e o comportamento que darão sentido a relação. E aí, lendo sobre as jovens suicidas pensei onde e se a primeira delas havia assistindo filmes eróticos e sentido vontade de praticar. Pensei na segunda jovem ter se deixado fotografar para satisfazer o namorado. E por último pensei, na facilidade que as pessoas tem em compartilhar imagens e vídeos de conteúdo irrelevante. Sabe aquele ou aquilo que nada agrega na vida da gente? E se fosse seu filho (a), irmão (a), primo (a)...
O terceiro aspecto é referente aos homens. Pq ao compartilharem o vídeo, "o feio" fica só para as meninas? Quer dizer que ir pra cama com duas, demonstra virilidade? O menino, no caso, não é ridicularizado? E se fosse um homem, seria? Também to aqui pensando se estariam sóbrios. Teriam bebido algo? Por que em pleno século XXI a sociedade ainda considera algumas atitudes normais para os homens e anormais para as mulheres? Na outra situação, se ficar comprovado que foi o ex-namorado que postou as fotos, acredito que tenha feito isso por vingança. Mas vingança de que mesmo? Ela seria obrigada a ficar com ele? Não poderia se apaixonar por outro? Digo e repito, é preciso ensinar as pessoas que na vida há perdas e ganhos. O indivíduo que acha que tudo gira em torno de si, fica transtornado quando isso não acontece e isso vale para crianças, jovens e adultos, independente de ser homem ou mulher. Já ouvi tanta história de mulher que rasga roupa do marido quando ele a deixa, de homem que mata a esposa e vice-versa. Precisamos conhecer nossas emoções.
E por último o suicídio. Não posso perder a oportunidade de dizer que trata-se de um crime aos olhos de Deus! A vida é uma oportunidade. Nesse momento, milhares de pessoas lutam em hospitais para viverem um pouco mais. Destruir a nossa é um desrespeito. Além disso o suicida leva consigo sequelas para outras encarnações e ao cometer o ato descobrem que a vida não se rompe com a "morte", tão pouco os problemas.
Segue o link dos sites sobre as reportagens:
http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/jovem-piauiense-anuncia-morte-pelo-twitter-apos-video-intimo-sair-no-whatsapp-12925.html
http://www.sidneyrezende.com/noticia/220283+menina+se+suicida+depois+de+rapaz+vazar+fotos+intimas+na+internet
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Será que só precisamos ensinar o indivíduo a dizer "não" para as drogas?
Estudando os assuntos que norteiam a temática da dependência química, pude conhecer melhor os aspectos que envolvem um indivíduo na utilização de alguma substância psicoativa.
Primeiro que não se trata de algo recente, das três últimas décadas, como muitos acreditam. O ópio é um exemplo de narcotico utilizado a séculos como forma de "sair da realidade" e obter alguma tipo de alteração no sistema nervoso, que muitos pensam ser prazer.
Resolvi expor o "prazer" no sentido dúbio, por entender que o prazer para ser satisfatório necessita ter ligação com o bem estar do indivíduo, algo que o usuário descobre em pouco tempo não existir. É certo que cientificamente o sentido de "prazer" está correto, por entender que as alucinações causadas acionam a região do cérebro responsável por tal sensação. Doce ilusão, na minha opinião.
Passados os tempos, o ser humano encontrou novos vícios, novas sensações. A maconha, a mais comum dessas susbtâncias é considerada a porta de entrada para o uso de drogas consideradas "pesadas", segundo especialistas. Ou seja, para o uso de substâncias com efeitos mais fortes. O álcool, segundo eles, também apresentado pela sociedade como inofensivo, potencializa essa possibilidade. Entendam o que quero dizer: Um indivíduo bêbado, usuário de maconha em meio a outras pessoas utilizando outras substâncias pode vir a experimentar algo mais forte. Ou não? Isso vai depender de algo que está intrinsecamente ligado ao uso de substâncias psicoativas, a Emoção.
As condições emocionais do indivíduo é que determinam o SIM e o NÃO para o uso, como também se será dependente ou não. E esse é o ponto do meu texto! A minha observação é o quão frágil emocionalmente é um dependente químico. Se pensarmos na quantidade de pessoas depressivas e infelizes, de jovens revoltados com a ausência de amor, de homens frustrados com algum tipo de fracasso, de vidas vazias em busca de emoções que possam suprir algo, entendemos a realidade do mundo em que vivemos, bem como o aumento do consumo de entorpecentes.
Há adolescentes que entram no vício para satisfazer um namorado (a). Engano! Entram por serem inseguros, por medo que o(a) namorado (a) o (a) abandone. Oh! O quanto é difícil ser rejeitado, afinal de contas cresceram para vencer, não é verdade? Calma, que não estou afirmando o contrário. Não devemos ensinar nossas crianças e jovens a perder, mas ensina-las a lidarem com a perda.
Há homens de negócios, que se tornam alcoólatras, pela necessidade de fazer parte de um meio social, por terem fracassado profissionalmente ou na vida pessoal. Engano! Entram porque são potencialmente orgulhosos e vaidosos, por não suportarem a crítica das pessoas, por vergonha do que os outros poderão dizer. Oh! Como é vergonhoso o que os outros irão pensar! Afinal, por algum motivo necessitam sentirem-se superiores sempre. Há músicos, que assim como o exemplo acima não sabem o significado de fracasso e para tanto não compreendem o sentido de perda e se afundam naquilo em que se acostumaram a usar como objeto de "prazer".
Há mulheres (e homens também), que se tornam dependentes por não suportarem a rejeição do ser amado. Quantas pessoas conhecemos que bebem desesperadamente, na esperança de "esquecer as mágoas". E quantas são as ocasiões em que outras substâncias surgem nesse momento. Oh! Como ser "abandonado" por alguém fere o orgulho do ser traído, trocado. Quanta culpa, tristeza e desespero já tivemos a oportunidade de presenciar.
É claro que os exemplos citados estão generalizados, mas convenhamos que são bastante comuns. A questão é entendermos a origem de nossos problemas, as dores emocionais, a culpa e os traumas (Se pensarmos pela linha de Freud). Entendermos o cuidado que devemos ter na educação de um ser humano, o amor que devemos dar a uma criança e adolescente, a compreensão que devemos ter com um indivíduo dependente. Ao generalizar e ser um pouco sarcástica nos exemplos, busquei apenas trazer uma melhor compreensão do que me propus a escrever, mas na realidade, entendo que cada ser humano é alguém diferente do outro, com uma individualidade própria, com uma história de vida própria, com um modo diferente de sentir.
Dois irmãos podem ser criados com as mesmas condições, com os mesmos "sins" e "nãos", mas um deles pode ter um modo diferente de entender essas interjeições e construir uma estrutura emocional psíquica frágil, suscetível as ilusões do mundo, cabendo aos adultos de um modo geral, pais, avós, tios, padrinhos, professores e religiosos no papel de educadores, valorizar os atributos morais de humildade, amor e respeito consigo e com o próximo.
Primeiro que não se trata de algo recente, das três últimas décadas, como muitos acreditam. O ópio é um exemplo de narcotico utilizado a séculos como forma de "sair da realidade" e obter alguma tipo de alteração no sistema nervoso, que muitos pensam ser prazer.
Resolvi expor o "prazer" no sentido dúbio, por entender que o prazer para ser satisfatório necessita ter ligação com o bem estar do indivíduo, algo que o usuário descobre em pouco tempo não existir. É certo que cientificamente o sentido de "prazer" está correto, por entender que as alucinações causadas acionam a região do cérebro responsável por tal sensação. Doce ilusão, na minha opinião.
Passados os tempos, o ser humano encontrou novos vícios, novas sensações. A maconha, a mais comum dessas susbtâncias é considerada a porta de entrada para o uso de drogas consideradas "pesadas", segundo especialistas. Ou seja, para o uso de substâncias com efeitos mais fortes. O álcool, segundo eles, também apresentado pela sociedade como inofensivo, potencializa essa possibilidade. Entendam o que quero dizer: Um indivíduo bêbado, usuário de maconha em meio a outras pessoas utilizando outras substâncias pode vir a experimentar algo mais forte. Ou não? Isso vai depender de algo que está intrinsecamente ligado ao uso de substâncias psicoativas, a Emoção.
As condições emocionais do indivíduo é que determinam o SIM e o NÃO para o uso, como também se será dependente ou não. E esse é o ponto do meu texto! A minha observação é o quão frágil emocionalmente é um dependente químico. Se pensarmos na quantidade de pessoas depressivas e infelizes, de jovens revoltados com a ausência de amor, de homens frustrados com algum tipo de fracasso, de vidas vazias em busca de emoções que possam suprir algo, entendemos a realidade do mundo em que vivemos, bem como o aumento do consumo de entorpecentes.
Há adolescentes que entram no vício para satisfazer um namorado (a). Engano! Entram por serem inseguros, por medo que o(a) namorado (a) o (a) abandone. Oh! O quanto é difícil ser rejeitado, afinal de contas cresceram para vencer, não é verdade? Calma, que não estou afirmando o contrário. Não devemos ensinar nossas crianças e jovens a perder, mas ensina-las a lidarem com a perda.
Há homens de negócios, que se tornam alcoólatras, pela necessidade de fazer parte de um meio social, por terem fracassado profissionalmente ou na vida pessoal. Engano! Entram porque são potencialmente orgulhosos e vaidosos, por não suportarem a crítica das pessoas, por vergonha do que os outros poderão dizer. Oh! Como é vergonhoso o que os outros irão pensar! Afinal, por algum motivo necessitam sentirem-se superiores sempre. Há músicos, que assim como o exemplo acima não sabem o significado de fracasso e para tanto não compreendem o sentido de perda e se afundam naquilo em que se acostumaram a usar como objeto de "prazer".
Há mulheres (e homens também), que se tornam dependentes por não suportarem a rejeição do ser amado. Quantas pessoas conhecemos que bebem desesperadamente, na esperança de "esquecer as mágoas". E quantas são as ocasiões em que outras substâncias surgem nesse momento. Oh! Como ser "abandonado" por alguém fere o orgulho do ser traído, trocado. Quanta culpa, tristeza e desespero já tivemos a oportunidade de presenciar.
É claro que os exemplos citados estão generalizados, mas convenhamos que são bastante comuns. A questão é entendermos a origem de nossos problemas, as dores emocionais, a culpa e os traumas (Se pensarmos pela linha de Freud). Entendermos o cuidado que devemos ter na educação de um ser humano, o amor que devemos dar a uma criança e adolescente, a compreensão que devemos ter com um indivíduo dependente. Ao generalizar e ser um pouco sarcástica nos exemplos, busquei apenas trazer uma melhor compreensão do que me propus a escrever, mas na realidade, entendo que cada ser humano é alguém diferente do outro, com uma individualidade própria, com uma história de vida própria, com um modo diferente de sentir.
Dois irmãos podem ser criados com as mesmas condições, com os mesmos "sins" e "nãos", mas um deles pode ter um modo diferente de entender essas interjeições e construir uma estrutura emocional psíquica frágil, suscetível as ilusões do mundo, cabendo aos adultos de um modo geral, pais, avós, tios, padrinhos, professores e religiosos no papel de educadores, valorizar os atributos morais de humildade, amor e respeito consigo e com o próximo.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Vc tem certeza que a palmada funciona?
Muito tem se falado sobre a eficácia da palmada ou mesmo a surra como punição por indisciplina infantil e quem me conhece sabe que sou contra.
Esse tipo de punição, nada mais é do que um modo de correção com o uso da força física, com o objetivo de causar dor suficiente para mudar o comportamento da criança. Pesquisas mostram que o castigo corporal influência negativamente a saúde mental da criança. O que isso que dizer? Que a criança que passa por esse tipo de situação, pode ter depressão (Csorba et al., 2001); TURNER; FINKELHOR, 1996), crises de ansiedade, infelicidade (EAMON, 2001; LAU et al., 1999), dentre outros tipos de instabilidade emocional, como falta de auto-estima, transtornos alimentares e agressividade ( DURANT et al., 1994).
E vamos ser francos! Ninguém bate em uma criança quando está calmo. Há sempre um sentimento de raiva, misturado há outros que não apresentam nenhum sintoma de equilibrio emocional durante o ato. Mesmo em uma simples "palmadinha", não é verdade?
É muito comum as crianças que apanham, apresentarem comportamentos agressivos. Observem também que quanto mais apanham, mais indisciplinadas são e é exatamente isso que me chama a atenção. Por que crianças com uma facilidade para entender os mais diversos assuntos do mundo de hoje, se permitem apanhar mais de uma vez pelo mesmo motivo? Teimosia? Gostam de sentir dor?
Embora esse tipo de punição tenha como objetivo agredir apenas o corpo, na maioria das vezes é o emocional que mais se atinge. Ás vezes, a pancada nem doe tanto assim, mas só o fato de partir de alguém que se ama muito, a dor parece multiplicar-se a cada ato.
Interessante pensar nisso! Conheço pessoas que apanharam quando crianças e que no papel de pai ou de mãe são totalmente contra a esse tipo de punição. Talvez porque lá no fundo, no resgate de suas lembranças infantis, alguma cicatriz emocional possa se romper?
O que se fazer então para dar os limites que o período da infância requer?
O caminho para uma disciplina infantil eficaz está sempre em como os pais previnem determinadas atitudes, no exemplo que dão aos filhos e no modo de expressar carinho e diálogo. Nos casos de punição, sou a favor dos métodos atuais utilizados nas instituições de ensino, como cantinho do pensamento, da disciplina ou mesmo a restrição de privilégios (bicicleta, vídeo game, DVDs...) promovendo a ideia de responsabilidade pelo ato cometido.
Um diálogo firme, olho no olho, onde o adulto se abaixa e fica frente a frente com a criança, tem tido excelentes resultados. A conversa com tom de voz suave, transmitindo preocupação com a atitude da criança e uma postura de amor, demonstra a ideia de "não vou fazer mais, porque não quero decepcionar o papai ou a mamãe".
Fazer as crianças repararem os seus erros, também é um método bastante eficiente. Pedir desculpas, limpar o que sujaram, consertar...
Dependendo do caso e da idade, prestar serviço a comunidade, como visitar orfanatos, hospitais e instituições carentes é muito favorável. As vezes um simples passeio pelas ruas da cidade, mostrando crianças desprovidas de seus direitos, transmite um bom efeito.
O importante é entender que um castigo corporal pode ocasionar danos no desenvolvimento psíquico e emocional do ser quando adultos, fazendo certos pais repensarem tais atitudes.
Procurem ler a respeito desse assunto e entenderão o que estou dizendo!
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