domingo, 12 de julho de 2015

Qual seu papel na sociedade da qual você faz parte?

Uma das consequências geradas pela ausência de Educação é a marginalidade. E uma sociedade que negligencia a importância disso, sofre por isso. Basta olharmos para os países em que a Educação não é prioridade.

Já dizia Pitágoras: "Educai as crianças e não será necessário punir os adultos." Engana-se quem pensa que educar seja apenas papel do Governo, da Escola, dos pais ou responsáveis. Trata-se de uma consciência social. Cada cidadão pode contribuir para a formação de uma nova sociedade. Cruzar os braços ou apontar culpados não é uma atitude inteligente e o retorno por essa indiferença é danoso e algumas vezes irreversível. É preciso mudar nosso modo de ver mundo e acreditar na transformação do ser humano para melhor.  Não tá sendo suficiente somente pagar impostos ou educar seu filho.

Está fazendo menos que o mínimo quem olha para uma criança que "não é sua" e pensa: Não é meu filho, que me importa? Independente do nível social de cada uma, a sociedade tem exigido mais. A droga não chega apenas para o pobre. A violência também não. Tão pouco a prostituição, corrupção ou criminalidade. Todos somos vítimas e responsáveis por tudo que acontece ao nosso redor.

Seja você um agente transformador para mudar a realidade dos noticiários. Faça algo, mas faça! Leia para uma criança. Um livro de valor moral. Ajude uma instituição que abriga crianças excluídas. Doe além de uma contribuição monetária, doe amor. Se importe com uma criança que adquiriu o péssimo hábito de chamar palavrão. Olhe para o filho do vizinho como se fosse seu. Repense seu egoísmo. Ele pode se voltar pra você. Assim como o bem que você pode fazer também. Pense nisso!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Educação para quem?

A LDB 9394/96 apresenta pela Constituição Federal, o direito de todos os cidadãos terem acesso a Educação. Consta que é dever do Estado uma educação pública e estabelece as responsabilidades entre a União, Estados e Munícipios. Pela Lei, no Brasil a Educação se divide em Educação Básica e Ensino Superior, propondo competências que cabe a cada setor responsável promover os meios para que a Lei seja cumprida. 

Infelizmente, a educação brasileira ainda apresenta muitos problemas que difere da proposta sugerida e do que seria o ideal de modelo educacional, contrariando o desenvolvimento e o alcance de metas que possibilitem concretizar avanços para o Brasil.
                                          
É certo que o processo educacional brasileiro, atravessou momentos negativos que trouxeram como consequências para o nosso presente, a herança de um sistema atrasado e com baixo rendimento em todos os aspectos. A educação iniciada pelos jesuítas e a escravidão possibilitaram por meio de dominação de classes, processos políticos que acarretaram ao país sequelas que até hoje ainda transcendem  pontos negros na nossa sociedade, como o analfabetismo, a  violência, má condição de infraestruturas nas instituições de ensino, dentre fatores econômicos insatisfatórios que permitam uma Educação eficiente.

Só após o século XX é que algumas mudanças positivas, embora ainda em baixas proporções, vieram a trazer progressos  que contribuíram para a inserção de cidadãos de classes menos favorecidas nos ambientes escolares, promovendo chances de melhorias ao país. Atribui-se também que a problemática para o progresso da educação brasileira ao longo da história, está relacionada a falta de interesse e compromisso com a importância que o tema é capaz de gerar em uma nação.

Assim, em nossos dias atuais é possível perceber, mesmo que teoricamente, uma linha de pensamento que propõe a Educação como a principal ferramenta para o desenvolvimento de uma sociedade. Nesse sentido, a busca de soluções tem gerado mecanismos que atentam para a necessidade do fortalecimento das relações entre população e Estado, visando a conscientização para uma garantia de resultados, onde todos possam fazer parte desse processo de mudança.

O desafio está em extinguir desigualdades e incorporar o cumprimento de respeito aos direitos humanos, assegurando exercício da cidadania para a sustentabilidade socioambiental, diversidade, inclusão e valorização aos profissionais da educação.

Seguindo essa linha de pensamento, pergunto: Pagar impostos é o suficiente ou existe algo que você pode fazer para melhorar nossa Educação?


sábado, 7 de março de 2015

Como uma fênix!


E nesse Dia Internacional da Mulher a minha homenagem é para essa guerreira, exemplo de determinação e resignação diante dos obstáculos que a vida impôs. Nascida em 1933, Maria de Lourdes, minha avó paterna, é entre as muitas mulheres que conheço um exemplo e a minha inspiração para esse texto hj, revelando que as dificuldades da vida não superam as alegrias e o amor pelas pessoas.

Filha de doméstica, conheceu o pai biológico quando adulta, tendo sido criada como filha pelos patrões de sua mãe.
Ano passado tive a oportunidade de bater um papo rico e divertido com essa senhora de 82 anos. Percebi naquele dia o quanto minha avó conservou jovialidade, se negando a parar no tempo e permitindo acompanhar as opiniões do mundo de hj. Se o assunto é religião, tranquilo! Seguindo sua fé no catolicismo, não importa qual seja a crença da pessoa, curte o papo numa boa, sem julgamento e imposições. Se a conversa enveredar pelo futebol, prepare-se! Ela pode te surpreender... Torcedora do Ceará,  é capaz de discutir com qualquer pessoa os rumos do seu time ou do adversário. Mas se o papo for "homem"! Haha! Belas gargalhadas! Que o digam suas netas, pq ela curte demais esse assunto.
Foram 52 anos de casamento e aqui pra nós, o vovô era um homem de muita personalidade. (Pra não dizer que as coisas tinham que ser do jeito dele, hehe!). E lógico que eu não poderia ter deixado de perguntar  quais os segredinhos pra tantos anos de convivência. Entre muitos risos, ela me disse que sempre deixou ele achar que estava no comando ( gente se ele escuta, kkkk!), aprendeu a não dar muita importância as divergências, como a bagunça que ele fazia em casa, em meio aos seus velhos sofás. Ri um bocado, mas sinceramente, acredito que o amor deles se fortaleceu com os obstáculos. Não que isso seja uma regra, mas no caso deles, foi preciso uma dose extra de companherismo.
Conheci 8 de seus filhos, um deles sendo meu pai. No ano que nasci, aos 15 anos eles experimentaram a dor da despedida pelo tio Antônio Tamandaré, falecendo de pneumonia. 36 anos depois, a dor se repete aos 81 anos e sem o seu companheiro, falecido em 2004. O outro Antônio, Antônio Carlos, um dos filhos caçula, que partiu vítima de leucemia. Mas essas não são as únicas de suas saudades... Entre os anos 50 e início dos anos 60 foram 12, isso mesmo! 12 filhos! Crianças que nasciam, cresciam, mas que não passavam dos 10 anos. Ela lembra de cada um, como e porquê faleceram, as idades, tudo. Todos foram vítimas de doenças e de uma época com altos índices de mortalidade infantil no Brasil. Imaginem vivenciarmos essa experiência com uma criança que amamos? Já ouvi muitas vezes a expressão "como é grande a dor de uma mãe ao perder um filho" e inclusive li de Augusto Cury um relato sobre a força de Maria de Nazaré pela partida de Jesus e de seu assassinato. 
Também não sei se é possível imaginar as dificuldades financeiras pelas quais minha avó passou. Devem ter sido muitas...
Isso poderia promover motivos pra ser uma mulher histérica, depressiva, amarga, insatisfeita ou algo do tipo, mas saibam que não foi esse o caminho por ela escolhido. Eu até brinco, dizendo que a vovó tem perfil de jornalista. Adora pessoas, conhecer pessoas, não no sentido de apenas ser apresentada, mas de se interessar pela vida de alguém, saindo de seu mundo e se dispondo a ajudar quem quer que seja. Além de pessoas, também é uma apaixonada por animais e cuida deles com devotamento e carinho. Ela é divertida, extremamente comunicativa, com uma memória melhor do que muita gente por aí. É afetuosa, generosa, acolhedora e óbvio que com toda a sua experiência de vida, decidida e de personalidade firme.
Para provar toda a sua garra, há exatos 40 dias está hospitalizada depois de um começo de AVC e erisipela, além da diabetes e hipertensão.  Nesse ínterim,  foram diversos procedimentos e nessa última semana momentos difíceis com hemorragia generalizada, infecção pulmonar, parada dos rins e duas paradas cardíacas por conta das hemodiálises que precisou ser submetida. Com o corpo cansado, ela permanece consciente, nos ensinando que a vida é muito maior do que as dores e que as alegrias superam tudo e qualquer tristeza.
E se hoje aqui escrevo, cheia de admiração é porque ela soube ensinar aos filhos, netos e bisnetos o real sentido da vida: Amar!



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

50 Tons de quê?

Nunca fui de absorver facilmente tudo que todos fazem ou gostam. Aprendi muito cedo que nossas escolhas precisam ser pautadas naquilo que nos faz bem. O que não quer dizer que já tenho escolhido errado. Claro que sim! Inúmeras vezes... Mas o que me impressiona nos tempos de hoje, são as nossas opções de escolha.
Acabei de ler uma crítica sobre o filme 50 Tons de Cinza e já havia lido outras sobre o livro. Pela sinopse nunca tive curiosidade ou vontade de conhecer. Ler pra mim é um prazer! Assim como ouvir música, dançar, comer, assistir filme, praticar sexo... Ops! Sexo? Exatamente! Sexo é uma forma de prazer.
Em tempos de que "tudo pode" e "tudo é permitido", ou quase tudo, conversar sobre sexo faz-se necessário. Na crítica que li a preocupação se dava para a receptividade dos jovens em relação ao filme. Mas por que apenas os jovens se falar sobre sexo ainda é uma problemática que atinge homens e mulheres independente da idade, opção sexual, crença e etc. Pelo que entendi o romance erótico traz a tona um universo real de homens e mulheres que sentem prazer pela dor. E isso não é ficção, é fato! Deve ser por isso que o título inclue a cor cinza...
Se buscarmos na história o sexo já foi considerado um erro (pecado), já esteve relacionado a rituais, já foi reprimido, já foi libertado, etc e tal. O meio social, a época, a cultura determinam modos de comportamentos. Houve um período e em alguns países ainda é assim, que sentir prazer sexual é um erro. Consequência de pensamentos religiosos rigorosos. Nesse sentido, a mulher no meu entendimento é a principal vítima desses processos. Lembro de ler em revistas da minha adolescência, reportagens sobre mulheres que nunca haviam atingido o orgasmo. Conheço histórias curiosas e ridículas sobre virgindade que nem vale a pena comentar.
O fato é que me chamou atenção o modo como essa ficção vem sendo encarada e apresentada. Considero o sadomasoquismo, assim como o sadismo um aspecto negro e não cinza como o romance pintou, dentro da óptica sexual. Concordo com quem afirma que está relacionado a um ato violento. E ninguém pode afirmar que amarrar, bater ou torturar seja algo pacífico. Mas onde mesmo está o romance? Bom, pelo que entendi na cabeça da personagem que sente prazer em dar prazer, como um forma de sentir-se amada. Assim como na cabeça do personagem que sente o prazer na dor de sua amada.
E assim, se isso influênciará as mentes humanas para as praticas apresentadas no filme e no livro, há um imenso "talvez" a considerarmos, já que não podemos prever o grau de influência diante de tal conteúdo.
Não sou a favor da proibição, mas da informação. É grande o número de casais insatisfeitos sexualmente. Fruto da forma de pensar sobre sexo. Quantos sofrimentos poderiam ser evitados ao repensarmos o modo de entender o sexo? Quantas uniões infelizes pela busca incessante do prazer? Por que aplaudirmos um romance que relaciona poder, sexo e paixão quando sabemos que o ser humano tá precisando aprender a se relacionar? E eu pergunto, por que escolher enriquecer cineastas e escritores que não contribuem para que nos sintamos mais felizes e satisfeitos?
Sem apologia a "papai e mamãe" ou ao termo "fazer amor" que abomino, acredito que um casal possa escolher não sofrer e amadurecer sentindo prazer sendo dono de si, sem imposições doentias.
E assim, minha gente! Quando vamos repensar sobre sermos guiados por modismos, hein?

domingo, 14 de dezembro de 2014

O que significa Natal pra você?

Eu sempre gostei do Papai Noel. E do Natal. E do Presépio. E de ganhar presente. Mas foi ao me tornar adulta, que verdadeiramente compreendi o sentido do Natal: amar o próximo! Parece simples, mas a humanidade tem criado diversos outros sentidos para esse momento. Além do consumismo e o exagero nas festas, há também as frustrações dos que não se sentem incluídos nesse meio.

Tem até uma competição entre o Papai Noel e Jesus! Pra mim, tudo que é exagerado, é nocivo. Conheço pessoas que não presenteiam ninguém nesse período para combater o consumismo. Há também os que não participam das comemorações por não terem uma roupa nova. E há aqueles que confundem natal com carnaval. 

Será que não há como se ter um equilíbrio nisso tudo? Por que os presentes precisam ser caros? Não há nada que podemos dar com carinho? Por que a roupa precisa ser nova? Por que festas tão glamourosas para comemorar a vinda de alguém que tanto falou em simplicidade?  O que Jesus diria a respeito, considerando suas ações quando esteve na terra? 

Sobre a figura do Papai Noel e o pensamento de Jesus, não creio que ele seria tão punido pela ideia de presentear pessoas. Eu já me emocionei com inúmeros filmes que retratam sua história e não o considero o vilão que tomou o lugar do aniversariante. 

Tanto que criei uma historinha com base em alguns fatos considerados reais de acordo com pesquisas na internet sobre a história do Papai Noel:

Um amigo de Jesus

Em um tempo muito distante, ainda no século III, havia pessoas que sofriam por dificuldades financeiras...
Jesus ciente disso pensava em quem enviaria a terra para falar novamente de seus ensinamentos. Lembrou-se de Nicolau que o atendeu prontamente, logo que comunicado, com a missão de relembrar que devemos “amar o próximo como a si mesmo”.

Nicolau nasceu, cresceu e quando adulto tornou-se um homem bom, que ajudava crianças e necessitados. Sempre que alguém passava dificuldades, Nicolau passava e jogava um saquinho com moedas de ouro pelas chaminés e janelas das casas, ajudando quem precisava. Também falava para as pessoas sobre os ensinamentos de Jesus e quando encontrava com religiosos da época, recordava a passagem de Jesus na terra, contidas nos evangelhos.

Depois de concluída a missão, encontrando-se com Jesus, Nicolau pediu uma segunda missão: Continuar ajudando as pessoas mesmo depois de sua partida da terra. E Jesus assim concedeu.

Durante o sonho conversava com as pessoas orientando e ajudando com bons conselhos. Como ele havia partido durante o mês de dezembro, resolveu realizar seu trabalho com o compromisso de lembrar às pessoas a importância da vinda de Jesus, nesse período do ano. Nos sonhos conversava com as pessoas para que praticassem o bem e ajudassem os mais necessitados, além de contar como Jesus nasceu.

Muitos anos depois, um desenhista chamado Thomas acordou com a lembrança de um desses sonhos. Um velhinho gordinho de barba branca, com uma roupa vermelha e um sorriso que inspirava bondade lhe falando da importância de fazermos o bem.

Thomas logo tratou de desenha-lo, o chamando de Papai Noel para que crianças órfãs pudessem sonhar com um papai durante o Natal e receber presentes como Jesus recebeu dos Três Reis Magos ao nascer.

Nicolau e Jesus ficaram muito contentes com a ideia de Thomas e resolveram que Nicolau seria conhecido como Papai Noel, inspirando pessoas a praticar o bem e exercitar o amor sempre no período do Natal. Não apenas para as crianças órfãs, mas ajudando a todos os papais e mamães a terem trabalho para que pudessem presentear suas crianças, algo semelhante ao que vazia na terra, jogando moedas pelas chaminés, reforçando o trecho da oração ensinada por Jesus "...pão nosso de cada dia, dai-nos hj...". 

Ho,ho, ho... Que nesse Natal possamos procurar fazer o bem a alguém, como nos ensinou Jesus!

FELIZ NATAL!!!

Fontes de pesquisa:
Disponível em: http://www.suapesquisa.com/historiadopapainoel.htm acesso em 14/12/2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Educação Inclusiva, por quê e para quem?

Para se entender educação inclusiva, é preciso esclarecer que a inclusão não é restrita apenas aos indivíduos com deficiências ou necessidades especiais, mas a todo ser humano que se enquadre no perfil de excluído pela sociedade, seja pela sua classe social, gênero, nacionalidade ou patologia do qual é vítima, dentre outros aspectos, sendo essa concepção o primeiro problema enfrentado por educadores e entidades que atuam com esse fim. A maioria das pessoas desconhecem a abrangência da inclusão.     
 
Considerando as dissociações que separam os indivíduos deficientes e com transtornos do ambiente escolar, podemos entender que trata-se de um outro problema. A falta de informações coerentes,  ausência de conhecimento sobre o diagnóstico de um aluno e estrutura sem acessibilidade também dificultam o trabalho de inclusão, sendo necessário compreender aspectos orgânicos,  cognitivos,  sociais,  emocionais e pedagógicos.
 
É certo que viver em condições de extrema pobreza, acarreta problemas que afetam diversos setores na vida do ser humano, dentre eles as oportunidades de se frequentar uma escola e baixo rendimento de aprendizagem, sendo esse outro obstáculo para uma educação inclusiva satisfatória.
 
Entretanto, o principal desafio da inclusão está no preconceito da sociedade, seguido da descrença na eficácia de tal prática. O medo, as ideias preconcebidas de outras gerações e o juízo por parte do grupo social que se contrapõem aos excluídos é a grande barreira na sociabilização de todos. As características sociais, culturais e emocionais de quem se sente receoso na inclusão de indivíduos intitulados especiais, pobres ou com alguma outra necessidade inclusiva, tornam a proposta da educação inclusiva mais desafiadora do que poderia ser.
 
O desinteresse por parte de instituições e órgãos governamentais também fazem parte dos problemas que afetam o assunto, com a inexistência de políticas educacionais inclusivas, currículos escolares com esse fim e iniciativas que promovam a discussão do assunto. Sobre isso, centralizando no papel da escola, a baixa prioridade de capacitação aos profissionais da educação e o distanciamento entre família e escola, dificulta o alcance de bons resultados para a educação de maneira geral, que dirá sendo a mesma inclusiva.
 
Ciente disso e diante de uma nova dimensão social, criar mecanismos favoráveis no processo de ensino aprendizagem, que contribuam para o desempenho almejado pelos teóricos da educação em uma educação de qualidade para todos, torna-se prioridade em todas as camadas sociais, sendo importante mostrar para a sociedade as desvantagens em se ter indivíduos excluídos, tendo como principal prejuízo o baixo desenvolvimento social e econômico.

Tendo em vista que as desigualdades sociais existentes em todo o mundo vitimizam indivíduos vulneráveis socialmente por condições relacionadas a deficiências físicas, transtornos psicológicos ou pobreza, uma imensa parcela na sociedade é excluída do ambiente escolar. O enfrentamento dessa realidade, leva a crêr que é preciso a extinção das desigualdades para o desenvolvimento econômico, social e emocional, enfatizando nesse último aspecto as questões referentes ao preconceito.
 
O desafio de estabelecer espaços para que esses indivíduos tenham as mesmas oportunidades dos demais, despertam a reflexão para a necessidade de uma transformação dentro do contexto educacional e todos os sistemas de ensino que promovam novas possibilidades humanas e condições mais justas para todos.
 
Sob esse entendimento, é certo que todos os países do mundo, movimentam essa concepção, considerando uma herança histórica dos dilemas que assolaram o planeta, como guerras e escravidão, além da ausência de conhecimento em torno dos transtornos psicológicos e acessibilidade para o deficiente físico. Assim, a escola como principal instituição na responsabilidade de estabelecer a autonomia e o crescimento pessoal, tornou-se o cerne da questão com ênfase na Educação.
 
Nesse sentido, as estratégias pedagógicas defendidas pelo principais teóricos educacionais e suas relações com o mundo moderno, estabelecem um paralelo significativo na proposta de educação inclusiva, com obstáculos e perspectivas de bons resultados para a extinção das desigualdades.
 
As iniciativas para esse caminho, estão em criar elementos que direcionem a prática inclusiva, com novas definições no processo de ensino-aprendizagem, envolvendo instituições governamentais, pedagogos, psicopedagogos, psicológos, psiquiatras, professores, alunos (principalmente crianças), família e todos os profissionais que atuam nas instituições de ensino, desde os colaboradores da limpeza até os administrativos. Cabe a cada indivíduo em contato com outro que esteja dentro do critério de excluído, conhecer a importância de seu papel na transformação de uma nova sociedade.
 
O avanço da Educação, depende de um novo modelo social que fundamenta-se na implementação da reflexão sob o respeito as diferenças, com práticas inclusivas nos estabelecimentos de ensino, que contribuam para o fim das desigualdades sociais, através do desenvolvimento humano.

E que é capaz de promover esse novo modelo social? Todos! Todos aqueles que fazem parte da sociedade, incluindo os próprios excluídos.

Sugestão de leitura: Educação Inclusiva, Contextos Sociais de Peter Mittler

domingo, 7 de setembro de 2014

Quando a emoção está a mercê da depressão

"Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós. e aprendei de mim que sou brando e humilde de coração, e encontrareis o repouso de vossas almas; porque meu jugo é suave e meu fardo é leve". Jesus (São Mateus, cap. XI, v. 28, 29 e 30)

Muito se tem dito sobre um dos males que só aumenta nesse século: A depressão. Os dados da Organização Mundial de Saúde – OMS afirmam que 350 milhões de pessoas, sofrem de depressão no mundo.  Definida como melancolia na antiguidade por Hipócrates, 400 a.C, a tristeza e perda de interesse são as principais características.

Ainda pouco respeitada como doença por desconhecedores de seus males, podemos dizer que é uma doença silenciosa, com caminho tortuoso, que pode ter como ponto final, o suicídio. É um mal que acomete crianças, jovens e adultos, tendo tipos específicos em alguns casos como a depressão infantil ou a depressão pós-parto. Seu nível de gravidade, se dá desde uma distimia (leve depressão) a gravíssima, ocasionando o suicídio. Seus principais sintomas são: tristeza e euforia, choro frequente, perda ou aumento de peso, insônia e excesso de sono, isolamento social, sentimentos de culpa e de desamor, ansiedade e comportamento suicida, com tentativas em casos gravíssimos.

Ao contrário do que parece, o indivíduo que sofre com a depressão mais almeja é ser feliz. Seja qual for seu ideal de felicidade, a ausência de condições que o felicite, é o que ocasiona a doença, promovendo pensamentos destrutivos de incapacidade em sentir a almejada realização.

O peso dos sintomas que a doença causa, em especial a tristeza e o abatimento é o que mais se confronta com a vontade de ser feliz, abrindo portas para a fuga da dor pela não felicidade: Dormir pra tentar esquecer a sensação de infelicidade; comer para sentir prazer; fumar para acalmar a ansiedade; fazer uso de substâncias psicoativas (álcool, drogas e medicamentos) com a ilusão de prazer momentâneo e tudo que possa mascarar sua realidade.

A crise existencial por não atingir seu ideal de felicidade, gera pontos de vista que se fortalecem na medida em que a doença evolui, como: sou um fracasso; sou um nada; a culpa do meu sofrimento é de fulano, minha família, meu país ou meu passado; não mereço amor; ninguém me ama; não sou o padrão de beleza, inteligência, riqueza ou sucesso para a sociedade; não quero mais viver; não aguento mais.

Um caos mental se instala e além de fugas e excesso de pensamentos destrutivos, o indivíduo insatisfeito vê também seus medos e angústias aflorados, fazendo com que se isole das pessoas, por receio do julgamento de outros, afinal, “o que as pessoas irão pensar?”, demonstrando o orgulho disfarçado de covardia.

No fundo o que mais se quer é ser feliz! Mas, para ser feliz, tudo precisa ser perfeito, sem frustrações, sem os naturais “nãos” da vida. É preciso ser rico, ter sucesso, ser amado pela pessoa que quer (às vezes nem sabe se ama, mas quer), nada pode dar “errado” (segundo seus padrões), porque só é ou será feliz se for pai, mãe, casado (a), amado (a), formado (a), bonito (a), magro (a), popular, famoso (a) etc. Isso sempre no limite de tempo definido pelo individuo, que tem pressa, afinal, sofrer por não ter algo que quer é muito pesado e a necessidade de livrar-se da angustia o mais rápido possível é urgente. Há uma ausência de paciência e esperança.

Estabelecer situações que nos faça felizes é normal e natural do ser humano. Tanto que quando não somos nos sentimos mal. Mas querer que tudo aconteça ao seu modo é um erro. Quantas pessoas adotam filhos por não poderem gera-los? Quantos acreditam não serem amados, descobrindo mais tarde que o são e entendendo que estava errado sobre o que acreditava? Quantos entram na faculdade depois dos 30, 40, 50... anos? Quantos mudam de profissão? Quantos acreditam não serem bonitos, quando na verdade o são? Quantos querem  ter o peso ideal e correm atrás de obtê-lo saudavelmente? Quantos são famosos, populares e ainda assim infelizes? Quantos vivem felizes mesmo sem saúde, aceitando sua adversidade com resignação?

Saber lidar com as dificuldades é a grande questão! É daí o ponto de partida para a prevenção ou o tratamento da doença. Todos sofrem por algum motivo e em algum período da vida, mas não para sempre e nem pelo mesmo motivo. Se pensarmos em nossas vidas há um ano percebemos que havia problemas a resolver. O mesmo para 5 anos, 10 anos... Passou? Aprendemos algo com esses momentos? Com certeza! Hj os problemas são outros? E tenhamos certeza, de que esses também passarão! Problemas e dificuldades sempre vão surgir e entender nossa conduta emocional é o que nos encoraja aos enfrentamentos. O modo de vermos as situações nos dá uma consciência do tamanho do problema. Um exemplo ilustrativo disso é a história do “copo meio cheio, meio vazio”. Depende de quem vê. Buscarmos saídas, tentar ver a tal “luz no fim do túnel”. Encontrar um novo caminho. A expressão “não há remédio pra morte” é bem conhecida e atormenta todos aqueles que acreditam terem perdido seus entes queridos. Há muitos modos de refletirmos a respeito disso. É preciso encontrar meios de conviver com a realidade. A saudade existe, dói!  O que fazer? Encontrar um caminho para se continuar vivendo. Pensar que aquele que partiu, não gostaria de ver a pessoa que ama paralisado, sem vontade de viver. Buscar conforto na oração. Viver em homenagem ao que partiu, buscando meios para preservar sua memória. Olhar para céu e conversar com alguma “estrelinha” como ensinamos as crianças. Ou olhar para o mar ou uma foto. Conversar com um psicólogo, buscar a terapia, um religioso, alguém de sua confiança. Fazer algo que o permita continuar vivendo, mesmo sem seu alguém, entendendo que todo ser humano um dia se vai, cedo ou tarde. É uma condição natural que pode acontecer a qualquer momento.  

O que dizer então de outros tipos de sofrimento? Para encontrar exemplos de saídas para todos os problemas existentes no mundo, seria necessário publicar um livro. São diversos os mecanismos de defesa que podemos encontrar para proteger nossa emoção. Mas o maior e melhor deles é crer em Deus. Com todo respeito aos que acreditam que se possa separar a crença em Deus dos problemas que enfrentamos, afirmo que viver sem acreditar nele é o combustível para se sofrer mais.

Se observarmos bem, os que creem em Deus sofrem mais resignados e por isso mais aliviados nos momentos difíceis. Alguns dizem: acredito em Deus, mas não tenho religião! Outros dizem que gostam de determinada religião, mas não frequentam. Outros dizem acreditar, mas na verdade dizem por dizer. Essa é uma questão muito relevante quando falamos de depressão, porque está relacionado à fé. A religião é a direção para se entender a existência de Deus. Não aceitar isso é renunciar o conhecimento mais útil na hora de sofrer. É preciso conhecer, entender os “por quês”. É muito fácil ir uma vez ou poucas vezes a um lugar religioso e discordar de tudo, afirmando que Deus não existe. Existe! Frequentem mais de um lugar até encontrar um que o façam senti-lo. Busquem leituras com explicações de sua existência. Procurem na história da humanidade exemplos dos que descobriram que ele existe: Santo Agostinho, Paulo de Tarso, Albert Einstein, Isaac Newton, Thomas Edison... Conversem com quem acredita nele e perguntem por que acreditam? Procurem por ele e o encontrarão! Mas não vivamos na crença de que sofremos em vão, de que a vida começa e termina sem um sentido maior.

Até existirem crenças não religiosas, de que Deus não existe, a depressão tomará conta da humanidade, agravando-se com o suicídio, sem a esperança de que dias melhores existam.

Fontes pesquisadas e sugestões de leitura:

FRANCO, Divaldo; ÂNGELIS, Joanna. Iluminação interior. Ed. Alvorada. Salvador. 2006
GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. Ed. Objetiva. Rio de Janeiro. 24ª edição.
KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Ed. IDE. São Paulo. 1978
MANZOTTI, Reginaldo. Feridas da alma. Ed. Agir. 2012
LARANJEIRA, Ronaldo; CORDEIRO, Daniel; DIEHL, Alessandra. Dependência Química. Ed. Artmed. 2011
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=61-r6znpg5s Acesso em 06 de setembro de 2014.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=20VG7bdZ1Lg Acesso em 07 de setembro de 2014.
Biblia - novo testamento.