Notícias tristes ocorrem diariamente nos noticiários e internet, mas jovens suicidando-se chamam muito a minha atenção. Nas últimas semanas duas jovens se suicidaram por motivos semelhantes. Uma porque um vídeo dela praticando sexo com um casal de amigos circulou no whatsapp. A outra, porque possivelmente um ex-namorado com raiva, publicou fotos dela nua, nas redes sociais. Ele estaria com raiva porque ela estava com outro. Muitos pontos perpassam meus pensamentos... O primeiro deles é: quais os valores dessa geração? Como estão sendo educados? Seria ousadia e até falta de respeito da minha parte responsabilizar os pais pelo suicídio de ambas, até porque suicídio é uma atitude que parte da vontade do próprio ser e não sabemos como elas foram educadas. De modo geral, todos sabem que no período da adolescência muitas crises e alterações de comportamento podem ocorrer. Muitos enfrentam momentos de rebeldia e assim como as crianças, o período exige limites. Eles ainda não possuem experiências suficientes para enfrentar os desafios que encontramos quando adultos. Nessa fase a sexualidade é algo a ser descoberto, não me refiro ao sexo propriamente dito, mas as situações que envolvem o assunto. As emoções, as sensações e o desejo despertam pararelamente a insegurança, a inexperiência e muitos outros conflitos. O que fazer?
A família é o ponto fundamental para uma boa formação da personalidade. Eu digo sempre que é em casa que o indivíduo deve aprender a ser uma pessoa de bem, a entender o princípio de honestidade, a conhecer quem é Deus, o que representa Jesus para humanidade. O acolhimento familiar nos ensina a sermos fortes e a saber enfrentar desafios. Eu costumo dizer sempre para as mães do grupo de gestantes do qual sou voluntária, que é importante ensinarem os filhos a conversar com Jesus, diariamente! Percebo que nos dias de hoje, há uma política nas famílias de deixar os jovens livres para escolherem o que querem fazer, ser. Resultado da educação repressora do passado. É importante que haja um meio termo. O que ocorria no passado era imposição, atualmente é preciso haver educação. Educar significa dar o exemplo, primeiramente! Falar a verdade, reconhecer erros, dialogar e o mais importante dar amor. Não basta amar e imaginar que o(a) filho (a) descubra ou saiba disso por si, é preciso cuidar, fazer demonstrações de amor. Há pessoas que tem dificuldades de dizer que ama, então demonstre! Convide seu filho para um passeio a dois, escolha um dia para ver fotos antigas e rirem juntos, assistam um filme e desconstrua o que achar errado, brinquem, conheça os (as) amigos (as) dele ou dela. Apresentem valores sociais aos seus filhos! Visitem um hospital de crianças com câncer, um orfanato, um asilo de idosos. Digam o que pensam a respeito do comportamento de alguns artistas e pessoas famosas, procurem debater sobre o assunto e não impor sua opinião, assim vc saberá o que ele acha a respeito, além de passar a sua. Os pais não tem ideia do quanto as opiniões deles são importantes aos filhos e acreditem, mesmo que naquele momento eles não os levem a sério, um dia entenderão, afinal de contas não foi assim também com eles?
Voltando ao exemplo das jovens, o segundo ponto é referente a mídia e as redes sociais. Eu estava na academia há algumas semanas e vendo a TV por volta de 17h30, do qual passava um programa voltado para adolescentes naquele horário. Os jovens estavam em uma festa a fantasia e uma das personagens vestida de diabinha dançava sensualmente, mas assim, sensualmente mesmo! Na hora pensei nas minhas primas ainda crianças, estariam elas assistindo? Algum adulto estaria por perto para explicar que aquele comportamento é desnecessário? É bom que todos saibam que as pessoas se sentem atraídas fisicamente por alguém, mas é a personalidade e o comportamento que darão sentido a relação. E aí, lendo sobre as jovens suicidas pensei onde e se a primeira delas havia assistindo filmes eróticos e sentido vontade de praticar. Pensei na segunda jovem ter se deixado fotografar para satisfazer o namorado. E por último pensei, na facilidade que as pessoas tem em compartilhar imagens e vídeos de conteúdo irrelevante. Sabe aquele ou aquilo que nada agrega na vida da gente? E se fosse seu filho (a), irmão (a), primo (a)...
O terceiro aspecto é referente aos homens. Pq ao compartilharem o vídeo, "o feio" fica só para as meninas? Quer dizer que ir pra cama com duas, demonstra virilidade? O menino, no caso, não é ridicularizado? E se fosse um homem, seria? Também to aqui pensando se estariam sóbrios. Teriam bebido algo? Por que em pleno século XXI a sociedade ainda considera algumas atitudes normais para os homens e anormais para as mulheres? Na outra situação, se ficar comprovado que foi o ex-namorado que postou as fotos, acredito que tenha feito isso por vingança. Mas vingança de que mesmo? Ela seria obrigada a ficar com ele? Não poderia se apaixonar por outro? Digo e repito, é preciso ensinar as pessoas que na vida há perdas e ganhos. O indivíduo que acha que tudo gira em torno de si, fica transtornado quando isso não acontece e isso vale para crianças, jovens e adultos, independente de ser homem ou mulher. Já ouvi tanta história de mulher que rasga roupa do marido quando ele a deixa, de homem que mata a esposa e vice-versa. Precisamos conhecer nossas emoções.
E por último o suicídio. Não posso perder a oportunidade de dizer que trata-se de um crime aos olhos de Deus! A vida é uma oportunidade. Nesse momento, milhares de pessoas lutam em hospitais para viverem um pouco mais. Destruir a nossa é um desrespeito. Além disso o suicida leva consigo sequelas para outras encarnações e ao cometer o ato descobrem que a vida não se rompe com a "morte", tão pouco os problemas.
Segue o link dos sites sobre as reportagens:
http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/jovem-piauiense-anuncia-morte-pelo-twitter-apos-video-intimo-sair-no-whatsapp-12925.html
http://www.sidneyrezende.com/noticia/220283+menina+se+suicida+depois+de+rapaz+vazar+fotos+intimas+na+internet
Por acreditar que Educação é a chave de transformação do mundo para melhor, abordarei assuntos de interesse a todos que tem ou já tiveram contato com crianças e adolescentes, mostrando que somos todos responsavéis pela construção de uma nova sociedade! Kelzer Albuquerque
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Será que só precisamos ensinar o indivíduo a dizer "não" para as drogas?
Estudando os assuntos que norteiam a temática da dependência química, pude conhecer melhor os aspectos que envolvem um indivíduo na utilização de alguma substância psicoativa.
Primeiro que não se trata de algo recente, das três últimas décadas, como muitos acreditam. O ópio é um exemplo de narcotico utilizado a séculos como forma de "sair da realidade" e obter alguma tipo de alteração no sistema nervoso, que muitos pensam ser prazer.
Resolvi expor o "prazer" no sentido dúbio, por entender que o prazer para ser satisfatório necessita ter ligação com o bem estar do indivíduo, algo que o usuário descobre em pouco tempo não existir. É certo que cientificamente o sentido de "prazer" está correto, por entender que as alucinações causadas acionam a região do cérebro responsável por tal sensação. Doce ilusão, na minha opinião.
Passados os tempos, o ser humano encontrou novos vícios, novas sensações. A maconha, a mais comum dessas susbtâncias é considerada a porta de entrada para o uso de drogas consideradas "pesadas", segundo especialistas. Ou seja, para o uso de substâncias com efeitos mais fortes. O álcool, segundo eles, também apresentado pela sociedade como inofensivo, potencializa essa possibilidade. Entendam o que quero dizer: Um indivíduo bêbado, usuário de maconha em meio a outras pessoas utilizando outras substâncias pode vir a experimentar algo mais forte. Ou não? Isso vai depender de algo que está intrinsecamente ligado ao uso de substâncias psicoativas, a Emoção.
As condições emocionais do indivíduo é que determinam o SIM e o NÃO para o uso, como também se será dependente ou não. E esse é o ponto do meu texto! A minha observação é o quão frágil emocionalmente é um dependente químico. Se pensarmos na quantidade de pessoas depressivas e infelizes, de jovens revoltados com a ausência de amor, de homens frustrados com algum tipo de fracasso, de vidas vazias em busca de emoções que possam suprir algo, entendemos a realidade do mundo em que vivemos, bem como o aumento do consumo de entorpecentes.
Há adolescentes que entram no vício para satisfazer um namorado (a). Engano! Entram por serem inseguros, por medo que o(a) namorado (a) o (a) abandone. Oh! O quanto é difícil ser rejeitado, afinal de contas cresceram para vencer, não é verdade? Calma, que não estou afirmando o contrário. Não devemos ensinar nossas crianças e jovens a perder, mas ensina-las a lidarem com a perda.
Há homens de negócios, que se tornam alcoólatras, pela necessidade de fazer parte de um meio social, por terem fracassado profissionalmente ou na vida pessoal. Engano! Entram porque são potencialmente orgulhosos e vaidosos, por não suportarem a crítica das pessoas, por vergonha do que os outros poderão dizer. Oh! Como é vergonhoso o que os outros irão pensar! Afinal, por algum motivo necessitam sentirem-se superiores sempre. Há músicos, que assim como o exemplo acima não sabem o significado de fracasso e para tanto não compreendem o sentido de perda e se afundam naquilo em que se acostumaram a usar como objeto de "prazer".
Há mulheres (e homens também), que se tornam dependentes por não suportarem a rejeição do ser amado. Quantas pessoas conhecemos que bebem desesperadamente, na esperança de "esquecer as mágoas". E quantas são as ocasiões em que outras substâncias surgem nesse momento. Oh! Como ser "abandonado" por alguém fere o orgulho do ser traído, trocado. Quanta culpa, tristeza e desespero já tivemos a oportunidade de presenciar.
É claro que os exemplos citados estão generalizados, mas convenhamos que são bastante comuns. A questão é entendermos a origem de nossos problemas, as dores emocionais, a culpa e os traumas (Se pensarmos pela linha de Freud). Entendermos o cuidado que devemos ter na educação de um ser humano, o amor que devemos dar a uma criança e adolescente, a compreensão que devemos ter com um indivíduo dependente. Ao generalizar e ser um pouco sarcástica nos exemplos, busquei apenas trazer uma melhor compreensão do que me propus a escrever, mas na realidade, entendo que cada ser humano é alguém diferente do outro, com uma individualidade própria, com uma história de vida própria, com um modo diferente de sentir.
Dois irmãos podem ser criados com as mesmas condições, com os mesmos "sins" e "nãos", mas um deles pode ter um modo diferente de entender essas interjeições e construir uma estrutura emocional psíquica frágil, suscetível as ilusões do mundo, cabendo aos adultos de um modo geral, pais, avós, tios, padrinhos, professores e religiosos no papel de educadores, valorizar os atributos morais de humildade, amor e respeito consigo e com o próximo.
Primeiro que não se trata de algo recente, das três últimas décadas, como muitos acreditam. O ópio é um exemplo de narcotico utilizado a séculos como forma de "sair da realidade" e obter alguma tipo de alteração no sistema nervoso, que muitos pensam ser prazer.
Resolvi expor o "prazer" no sentido dúbio, por entender que o prazer para ser satisfatório necessita ter ligação com o bem estar do indivíduo, algo que o usuário descobre em pouco tempo não existir. É certo que cientificamente o sentido de "prazer" está correto, por entender que as alucinações causadas acionam a região do cérebro responsável por tal sensação. Doce ilusão, na minha opinião.
Passados os tempos, o ser humano encontrou novos vícios, novas sensações. A maconha, a mais comum dessas susbtâncias é considerada a porta de entrada para o uso de drogas consideradas "pesadas", segundo especialistas. Ou seja, para o uso de substâncias com efeitos mais fortes. O álcool, segundo eles, também apresentado pela sociedade como inofensivo, potencializa essa possibilidade. Entendam o que quero dizer: Um indivíduo bêbado, usuário de maconha em meio a outras pessoas utilizando outras substâncias pode vir a experimentar algo mais forte. Ou não? Isso vai depender de algo que está intrinsecamente ligado ao uso de substâncias psicoativas, a Emoção.
As condições emocionais do indivíduo é que determinam o SIM e o NÃO para o uso, como também se será dependente ou não. E esse é o ponto do meu texto! A minha observação é o quão frágil emocionalmente é um dependente químico. Se pensarmos na quantidade de pessoas depressivas e infelizes, de jovens revoltados com a ausência de amor, de homens frustrados com algum tipo de fracasso, de vidas vazias em busca de emoções que possam suprir algo, entendemos a realidade do mundo em que vivemos, bem como o aumento do consumo de entorpecentes.
Há adolescentes que entram no vício para satisfazer um namorado (a). Engano! Entram por serem inseguros, por medo que o(a) namorado (a) o (a) abandone. Oh! O quanto é difícil ser rejeitado, afinal de contas cresceram para vencer, não é verdade? Calma, que não estou afirmando o contrário. Não devemos ensinar nossas crianças e jovens a perder, mas ensina-las a lidarem com a perda.
Há homens de negócios, que se tornam alcoólatras, pela necessidade de fazer parte de um meio social, por terem fracassado profissionalmente ou na vida pessoal. Engano! Entram porque são potencialmente orgulhosos e vaidosos, por não suportarem a crítica das pessoas, por vergonha do que os outros poderão dizer. Oh! Como é vergonhoso o que os outros irão pensar! Afinal, por algum motivo necessitam sentirem-se superiores sempre. Há músicos, que assim como o exemplo acima não sabem o significado de fracasso e para tanto não compreendem o sentido de perda e se afundam naquilo em que se acostumaram a usar como objeto de "prazer".
Há mulheres (e homens também), que se tornam dependentes por não suportarem a rejeição do ser amado. Quantas pessoas conhecemos que bebem desesperadamente, na esperança de "esquecer as mágoas". E quantas são as ocasiões em que outras substâncias surgem nesse momento. Oh! Como ser "abandonado" por alguém fere o orgulho do ser traído, trocado. Quanta culpa, tristeza e desespero já tivemos a oportunidade de presenciar.
É claro que os exemplos citados estão generalizados, mas convenhamos que são bastante comuns. A questão é entendermos a origem de nossos problemas, as dores emocionais, a culpa e os traumas (Se pensarmos pela linha de Freud). Entendermos o cuidado que devemos ter na educação de um ser humano, o amor que devemos dar a uma criança e adolescente, a compreensão que devemos ter com um indivíduo dependente. Ao generalizar e ser um pouco sarcástica nos exemplos, busquei apenas trazer uma melhor compreensão do que me propus a escrever, mas na realidade, entendo que cada ser humano é alguém diferente do outro, com uma individualidade própria, com uma história de vida própria, com um modo diferente de sentir.
Dois irmãos podem ser criados com as mesmas condições, com os mesmos "sins" e "nãos", mas um deles pode ter um modo diferente de entender essas interjeições e construir uma estrutura emocional psíquica frágil, suscetível as ilusões do mundo, cabendo aos adultos de um modo geral, pais, avós, tios, padrinhos, professores e religiosos no papel de educadores, valorizar os atributos morais de humildade, amor e respeito consigo e com o próximo.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Vc tem certeza que a palmada funciona?
Muito tem se falado sobre a eficácia da palmada ou mesmo a surra como punição por indisciplina infantil e quem me conhece sabe que sou contra.
Esse tipo de punição, nada mais é do que um modo de correção com o uso da força física, com o objetivo de causar dor suficiente para mudar o comportamento da criança. Pesquisas mostram que o castigo corporal influência negativamente a saúde mental da criança. O que isso que dizer? Que a criança que passa por esse tipo de situação, pode ter depressão (Csorba et al., 2001); TURNER; FINKELHOR, 1996), crises de ansiedade, infelicidade (EAMON, 2001; LAU et al., 1999), dentre outros tipos de instabilidade emocional, como falta de auto-estima, transtornos alimentares e agressividade ( DURANT et al., 1994).
E vamos ser francos! Ninguém bate em uma criança quando está calmo. Há sempre um sentimento de raiva, misturado há outros que não apresentam nenhum sintoma de equilibrio emocional durante o ato. Mesmo em uma simples "palmadinha", não é verdade?
É muito comum as crianças que apanham, apresentarem comportamentos agressivos. Observem também que quanto mais apanham, mais indisciplinadas são e é exatamente isso que me chama a atenção. Por que crianças com uma facilidade para entender os mais diversos assuntos do mundo de hoje, se permitem apanhar mais de uma vez pelo mesmo motivo? Teimosia? Gostam de sentir dor?
Embora esse tipo de punição tenha como objetivo agredir apenas o corpo, na maioria das vezes é o emocional que mais se atinge. Ás vezes, a pancada nem doe tanto assim, mas só o fato de partir de alguém que se ama muito, a dor parece multiplicar-se a cada ato.
Interessante pensar nisso! Conheço pessoas que apanharam quando crianças e que no papel de pai ou de mãe são totalmente contra a esse tipo de punição. Talvez porque lá no fundo, no resgate de suas lembranças infantis, alguma cicatriz emocional possa se romper?
O que se fazer então para dar os limites que o período da infância requer?
O caminho para uma disciplina infantil eficaz está sempre em como os pais previnem determinadas atitudes, no exemplo que dão aos filhos e no modo de expressar carinho e diálogo. Nos casos de punição, sou a favor dos métodos atuais utilizados nas instituições de ensino, como cantinho do pensamento, da disciplina ou mesmo a restrição de privilégios (bicicleta, vídeo game, DVDs...) promovendo a ideia de responsabilidade pelo ato cometido.
Um diálogo firme, olho no olho, onde o adulto se abaixa e fica frente a frente com a criança, tem tido excelentes resultados. A conversa com tom de voz suave, transmitindo preocupação com a atitude da criança e uma postura de amor, demonstra a ideia de "não vou fazer mais, porque não quero decepcionar o papai ou a mamãe".
Fazer as crianças repararem os seus erros, também é um método bastante eficiente. Pedir desculpas, limpar o que sujaram, consertar...
Dependendo do caso e da idade, prestar serviço a comunidade, como visitar orfanatos, hospitais e instituições carentes é muito favorável. As vezes um simples passeio pelas ruas da cidade, mostrando crianças desprovidas de seus direitos, transmite um bom efeito.
O importante é entender que um castigo corporal pode ocasionar danos no desenvolvimento psíquico e emocional do ser quando adultos, fazendo certos pais repensarem tais atitudes.
Procurem ler a respeito desse assunto e entenderão o que estou dizendo!
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
De quem é a responsabilidade da violência?
Primeiramente,
preciso dizer que em nenhum momento quero isentar a responsabilidade que cabe
as autoridades. Mas, não posso deixar de trazer minhas observações sobre o
assunto:
O que vejo é
que para se falar em violência e reclamar sobre a situação que aí está, é necessário entender que ela não é parte de um
grupo, um município, um estado ou um
país inteiro, mas de todo o mundo. Para medi-la também é importante definir
qual o tipo de violência: doméstica, urbana, sexual,
psicológica??? Bom, o fato é que há esses e outros tipos generalizados em
todo o mundo. Há altos índices de xenofobia na Espanha, de violência sexual na
Índia, de bullying em países considerados justos socialmente, bem como também,
terrorismo, escravidão (absurdo, mas existe!), tráfico de pessoas e obviamente
crimes dos mais variados.
Em se tratando
de Brasil, os números de criminalidade assustam e daí minha reflexão sobre o
tema.
Mesmo sem ser uma expert no assunto, percebo que há uma parte da
sociedade que considera normal fazer uso de maconha, dentre outras drogas
ilícitas. O que esses usuários não percebem é que esse tipo de consumo,
alimenta o tráfico, que compra armas, que enriquece traficantes e marginaliza
crianças e adolescentes que comercializam a droga entre o usuário e o
traficante na grande maioria das vezes.
É grande o
número de assaltantes que cometem o crime para comprar entorpecentes. É grande
também o número de intelectuais, classe média e alta da sociedade, considerada
mais esclarecida (inteligente???) que fazem o uso e não percebem a
responsabilidade que os cabe na sociedade a que pertencem.
Essa semana,
fazendo uma pesquisa para um artigo da faculdade sobre Dependência Química,
pude constatar com um profissional que atua na área, que o primeiro contato dos
dependentes se dá com o álcool e a maconha. E isso, não é difícil de imaginar
porquê!
Outro aspecto a
ser considerado, para os altos índices de assalto é o elevado grau de
consumismo gerado pela sociedade. A necessidade de se possuir o lançamento do
tablet da marca X, o celular, o notebook... Tem saído do normal. Ás vezes, a
compra é feita apenas para mostrar status e nem sempre para satisfazer uma
necessidade coerente. Mas estou abordando isso, chamando atenção para o
seguinte: Do mesmo modo que uma pessoa com condições deseja tal produto, o sem
condições deseja também. E essa ânsia
por tal objeto é alarmante quando a compra de produtos roubados torna-se banal.
Como assim? É simples! Muitos dos produtos roubados, são vendidos livremente.
Muitas vezes compradas por pessoas "honestas" e desinformadas. Não
responsabilizo apenas as autoridades competentes pela fiscalização, ou melhor ausência de tal ato, mas também o sujeito que compra e contribue
para novos roubos, novos assaltos.
Um outro alerta
e aí sim me reporto as autoridades brasileiras, é referente a Justiça. Ou
ausência dela. A facilidade com que criminosos são soltos, a flexibilidade
exacerbada da lei, a corrupção e falta de ética que vemos nos noticiários, nos envergonha!
Ao Estado, e
não me refiro apenas ao Ceará, mas Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia,
Pernambuco... e outros com números crescentes de violência, pergunto: Onde
estão as políticas públicas? Pensando sobre isso, é importante entender que os
"marginais" de hoje, são as crianças de ontem. O que foi feito para
elas no passado? Nesse sentido a responsabilidade também não compete aos
governos passados? A impressão que tenho é que os atuais trabalham mais
"apagando incêndios" do que planejando e executando ações eficazes.
Eu ouço e vejo
muita gente reclamando do despreparo e da falta de policiais nas ruas. Sobre
isso, em se tratando do meu estado, eu volto meu pensamento para 10 anos atrás
e penso que não tínhamos o número de policiais que temos hoje e chega a ser
trágico perceber que aumentou o contigente da polícia e o índice de
criminalidade também.
O fato é que na
minha opinião é uma utopia apontar o dedo para apenas um dos muitos culpados e
se ausentar do papel de cidadão no sentido de fazermos a nossa parte.
Eu deixo essa
frase "fazermos a nossa parte" aos pais, responsáveis em apresentar a
seus filhos os princípios morais e éticos que fortalecem o indivíduo na hora de
dar um "não", seja para um brinquedo que insufle a violência, seja para um filme com esse propósito, seja para a droga ou para o egoísmo, tão
presente em atos violentos.
Fazermos a
nossa parte em mostrarmos aos que consideram inofensivo o uso da maconha, sobre
o que está por trás de quem fabrica e comercializa.
Fazermos a
nossa parte em alertarmos sobre o perigo de se comprar produtos roubados ou com
procedência duvidosa. Isso, me lembra um porteiro, de um prédio que trabalhei,
que a cada 15 dias ou menos, exibia relógio de marca e celulares, com valores
bem maiores do que o salário dele.
Fazermos a
nossa parte, no sentido de ajudarmos Instituições que trabalham pelo social e
por comunidades que na maioria das vezes precisam muito mais do que
"feijão e arroz". Precisam do entendimento do que são valores morais,
princípios éticos, respeito e como nos ensinou Jesus, amor ao próximo.
Fazermos a
nossa parte em valorizarmos a importância do voto, que no Brasil é facilmente
corrompido, não apenas por dinheiro, mas também por favoritismos e cargos.
Fazermos a
nossa parte em falarmos mais de paz. Em orarmos a Deus por esse momento que o
mundo atravessa, dos falsos valores e conceitos deturpados.
Quandeo eu era criança, li um texto no meu livro da escola, que infelizmente não
lembro e trazia a reflexão sobre o "Jeitinho Brasileiro". Me
pergunto hoje, porque ele ainda não acabou e quando irá acabar?
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Você conhece os direitos de uma criança?
Sobre o Dia da Criança, eu fico a refletir sobre as crianças que não tem os seguintes direitos respeitados:
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA
PREÂMBULO
VISTO que os povos das Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos
fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla, VISTO que as Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, VISTO que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais, inclusive proteção legal apropriada, antes e depois do nascimento, VISTO que a necessidade de tal proteção foi enunciada na Declaração dosUNICEF Brasil Legislação, Normativas, Documentos e Declarações.
Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bemestar da criança, VISTO que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,
ASSIM, A ASSEMBLÉIA GERAL
PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as mulheres em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam estes direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:
PRINCÍPIO 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração.
Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
PRINCÍPIO 2º
A criança gozará proteção especial e serlheão proporcionadas oportunidades e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de
forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição de leis visando este objetivo levarseão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.
PRINCÍPIO 3º Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.
PRINCÍPIO 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criarse com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pósnatais. A criança terá direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas.
PRINCÍPIO 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.
PRINCÍPIO 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-á, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, a criança de tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
PRINCÍPIO 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau
primário. Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitála a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornarse um membro útil da sociedade.UNICEF Brasil Legislação, Normativas, Documentos e Declarações.
Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertirse, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenharseão em promover o gozo deste direito.
PRINCÍPIO 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.
PRINCÍPIO 9º
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será
jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma. Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.
PRINCÍPIO 10º
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.
Publicidade a ser dada à Declaração dos Direitos da Criança
A ASSEMBLÉIA GERAL
CONSIDERANDO que a Declaração dos Direitos da Criança apela no sentido de que os pais, os homens e as mulheres em sua qualidade de indivíduos, e que as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconhecem os direitos ora enunciados e se empenhem por sua observância.
1. RECOMENDA aos Governos dos Estados membros, às agências especializadas interessadas e às organizações não governamentais competentes que se dê a publicidade mais ampla possível ao texto desta Declaração;
2. SOLICITA ao Secretário Geral que esta Declaração seja amplamente divulgada e, para isto, se
empreguem todos os meios à sua disposição para a publicação e a distribuição do seu texto em tantos
idiomas quantos possíveis.
Fonte: ONU. Comitê Social Humanitário e Cultural da Assembléia Geral
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA
PREÂMBULO
VISTO que os povos das Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos
fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla, VISTO que as Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, VISTO que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais, inclusive proteção legal apropriada, antes e depois do nascimento, VISTO que a necessidade de tal proteção foi enunciada na Declaração dosUNICEF Brasil Legislação, Normativas, Documentos e Declarações.
Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bemestar da criança, VISTO que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,
ASSIM, A ASSEMBLÉIA GERAL
PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as mulheres em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam estes direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:
PRINCÍPIO 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração.
Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
PRINCÍPIO 2º
A criança gozará proteção especial e serlheão proporcionadas oportunidades e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de
forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição de leis visando este objetivo levarseão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.
PRINCÍPIO 3º Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.
PRINCÍPIO 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criarse com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pósnatais. A criança terá direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas.
PRINCÍPIO 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.
PRINCÍPIO 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-á, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, a criança de tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
PRINCÍPIO 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau
primário. Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitála a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornarse um membro útil da sociedade.UNICEF Brasil Legislação, Normativas, Documentos e Declarações.
Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertirse, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenharseão em promover o gozo deste direito.
PRINCÍPIO 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.
PRINCÍPIO 9º
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será
jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma. Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.
PRINCÍPIO 10º
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.
Publicidade a ser dada à Declaração dos Direitos da Criança
A ASSEMBLÉIA GERAL
CONSIDERANDO que a Declaração dos Direitos da Criança apela no sentido de que os pais, os homens e as mulheres em sua qualidade de indivíduos, e que as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconhecem os direitos ora enunciados e se empenhem por sua observância.
1. RECOMENDA aos Governos dos Estados membros, às agências especializadas interessadas e às organizações não governamentais competentes que se dê a publicidade mais ampla possível ao texto desta Declaração;
2. SOLICITA ao Secretário Geral que esta Declaração seja amplamente divulgada e, para isto, se
empreguem todos os meios à sua disposição para a publicação e a distribuição do seu texto em tantos
idiomas quantos possíveis.
Fonte: ONU. Comitê Social Humanitário e Cultural da Assembléia Geral
quarta-feira, 19 de junho de 2013
"EU SOU BRASILEIRA, COM MUITO ORGULHO, COM MUITO AMOR!"
O
futebol ao chegar ao Brasil era privilegio dos ricos, por ser um esporte europeu. Com o tempo difundiu-se por todo o país e hoje é uma paixão nacional.
Ao se
tornar popular, é praticado por todas as classes sociais, jogado espontaneamente,
de norte a sul do país. Por todos os lugares é fácil vermos um campinho, um
grupo jogando uma “pelada”, alguém com a camisa preferida do seu time.
Sob a óptica
da educação, posso concluir que por ser um esporte coletivo, sociável e
multidisciplinar, favorece o desenvolvimento cognitivo e possibilita a
interação de crianças, jovens e adultos.
Se
refletirmos bem, podemos observar que se trata de um esporte praticado em todos
os cantos do mundo, jogado do mesmo jeito, com as mesmas regras.
É capaz
de parar um país, como acontece aqui no Brasil, ao assistirmos uma partida
importante da seleção, promovendo uma alegria contagiante no momento de um gol
e uma solidariedade mútua diante de uma derrota. Emoções vivenciadas e
guardadas na memória de todos, provocando também as mesmas sensações com os
times estaduais.
É
bonito vermos um “drible”, um gol de “cabeça”, de “bicicleta”. É vibrante
vermos nosso time “ganhar de virada”, avançar em “contra-ataque”, ouvirmos um “olé”
da torcida. Mas emocionante mesmo é vermos ricos, pobres, negros, pardos, brancos,
crianças, jovens, adultos, idosos, homens, mulheres, patrões, empregados, heterossexuais,
homossexuais, católicos, evangélicos, espíritas, budistas... Unidos em um mesmo
espaço cantando o hino nacional em uma Copa do Mundo! Bonito também saber que
nesse exato momento, cidadãos compartilham a mesma emoção em seus lares, bem
como, presidiários, pacientes em hospitais, médicos, enfermeiros, seguranças e
profissionais de plantão!
A quem
diga que futebol é fútil, mas esse modelo de “futilidade” é capaz de mobilizar a
criação de escolinhas que possibilita o despertar de valores, disciplina, companheirismo,
além do lado social e humano de crianças, adolescentes, dependentes químicos,
empregados de instituições privadas, dentre outros grupos favorecidos por
projetos e programas na área.
Para
algumas crianças, principalmente as milhões carentes espalhadas pelo mundo, ele
é a única brincadeira infantil, o único lazer que pode ser praticado em uma
rua, uma praça, na escola, em um quintal.
Assim,
é um esporte que valoriza o respeito e estimula a igualdade, espalhando alegria
em famílias e grupos de amigos que se reúnem para comemorar o momento de gol!
Por
isso eu amo cantar: “Eu sou brasileira, com muito orgulho, com muito amor!”
domingo, 16 de junho de 2013
Alguém especial!
Por abordar assuntos na área da educação, quero deixar aqui registrado uma homenagem que fiz pra minha Tia Célia em 15/06/2013, pela preocupação que ela tinha com a importância de uma boa educação das crianças, principalmente religiosa:
Esses são dias de muita saudade pela partida de alguém que amamos
muito!
Para as filhas Aline e Franceline fica a lembrança de uma mãe, no mais
sublime sentido do termo! Como mãe, cuidou, protegeu, ensinou, educou, riu,
chorou, orou, acolheu... Tendo sempre no pensamento a felicidade das filhas que
tanta ama! A elas, além de ricos ensinamentos, deixou o exemplo de mulher
forte e ao mesmo tempo sensível!
Aos genros, ficou a mensagem de que sogra também pode ser “mãe”! E pode
ser amiga! E pode ser conselheira! E pode ser carinhosa tb!
E para as netas? Dizem que avó é mãe com açúcar! Para Bruna, Carol e
Nicolly deixou a melhor “herança” que um ser humano pode deixar para alguém: Amor!
Amor com ternura, com afeto, com paciência, com dedicação! Muito, muito amor!
Para as irmãs, Fátima, Teresinha, Helena, Zélia, Estela, Rosilda e
Dalvany, o mais sublime significado de família, tendo sido muito mais que irmã,
mas também, amiga, confidente e companheira!
Aos irmãos sim, foi irmã! Uma irmã com quem eles poderiam contar se
precisassem! Como também os cunhados que a respeitam e a admiram pelo
exemplo de resignação que deixou!
Aos sobrinhos e sobrinhas fica a lembrança de uma tia protetora, com
as mais doces recordações, entre os risos e os sabores deliciosos que ficarão
guardados na memória de todos, deixando também saudade em todas as crianças da
família, filhos e filhas desses sobrinhos!
Também há os amigos e amigas, com quem dividiu durante sua existência
terrena momentos de paz e alegria, deixando o ensinamento de que devemos sorrir
sempre mesmo nas dificuldades!
Como cidadã, deu exemplo de que todos nós somos responsáveis pela
escolha de nossos governantes, sempre se posicionado em seus ideais políticos!
Por 60 anos equilibrou força e leveza, determinação e paciência, coragem
e sensibilidade, características próprias das mulheres especiais!
E como filha de Deus, nos deixou o exemplo de que Maria nos acolhe e
nos reergue sempre que precisamos e que é com Jesus que alcançamos a verdadeira
paz!
Por isso todas as vezes que a saudade chegar, possamos nos lembrar do
carinho com que ela cuidou de todos nós, orando a Deus para que ela permaneça
em paz com a sensação de dever cumprido, por ter sabiamente concluído sua
missão na Terra!
Por isso, para ela e por todos os que sofrem devido o câncer peço uma
prece aos que leram essa mensagem!
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